Ouça a coluna ‘CBN Filhos de Companhia’, com Luciana Herrero
A prática da cama compartilhada, ou seja, dormir com o bebê na mesma superfície, gera debates acalorados entre pais e especialistas. Embora a proximidade possa parecer reconfortante, é crucial estar ciente dos riscos envolvidos e seguir diretrizes de segurança para proteger o bem-estar do recém-nascido.
Os Riscos da Cama Compartilhada
Apesar do aconchego, a cama compartilhada está associada a um risco ligeiramente aumentado de morte súbita em bebês. Esse risco não está ligado à proximidade física em si, mas sim a fatores como o estado de saúde e hábitos dos pais. Mães que usam drogas, consomem álcool, tomam certos medicamentos ou sofrem de problemas psiquiátricos podem ter o sono comprometido, diminuindo sua capacidade de responder aos sinais do bebê.
Diretrizes para uma Cama Compartilhada Segura
Se optar pela cama compartilhada, é imprescindível seguir rigorosamente as seguintes recomendações:
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- A mãe não deve ser obesa, pois o excesso de gordura pode diminuir a percepção dos movimentos do bebê.
- Mães com seios grandes e flácidos devem evitar a prática, pois há risco de sufocamento.
- É proibido fumar.
- A cama compartilhada é recomendada apenas para mães que amamentam, mesmo que não seja exclusivamente.
Alternativas Mais Seguras
Se houver dúvidas quanto à segurança da cama compartilhada, a alternativa mais prudente é colocar o berço ao lado da cama dos pais. Essa proximidade permite que a mãe continue amamentando e cuidando do bebê durante a noite, ao mesmo tempo em que minimiza os riscos associados à divisão da mesma superfície.
Priorizar a segurança do bebê é fundamental. Ao seguir as orientações adequadas, os pais podem tomar decisões informadas sobre onde e como o recém-nascido dorme, garantindo noites tranquilas para toda a família.



