Ouça a coluna ‘CBN Educação para a Vida’, com João Roberto de Araújo
A pena de morte, embora ainda presente na legislação de alguns países, como no caso recente de um brasileiro executado na Indonésia por tráfico de drogas, suscita debates complexos sobre sua eficácia e moralidade.
O Paradigma Simplista da Punição
Professor João Roberto de Araújo argumenta que a defesa da pena de morte muitas vezes se baseia em um modelo de pensamento linear e simplista, que reduz a complexidade humana a categorias binárias como ‘bom’ ou ‘mau’. Essa visão limitada ignora a natureza multifacetada do ser humano, capaz tanto de sabedoria quanto de loucura, e impede uma compreensão profunda das causas da violência.
Reabilitação versus Vingança
Em vez de buscar vingança, o professor Araújo defende a necessidade de retirar do convívio social aqueles que representam uma ameaça à sociedade, mas com o objetivo de reabilitação. Aprisionar indivíduos em propostas educativas e corretivas, pelo tempo necessário, é uma abordagem mais eficaz e humana do que a pena de morte, que ele considera ultrapassada e desumana. Ele enfatiza que a pena de morte não se justifica como ação preventiva à violência, pois não há provas de sua eficácia.
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A Tendência Global Contra a Pena de Morte
A maioria dos países tem abolido a pena de morte, e a ONU expressou sua veemente repugnância a essa prática. A pena de morte é vista como uma resposta superficial a problemas humanos complexos e como um sintoma de uma cultura de violência que busca combater a violência com mais violência. O professor Araújo ressalta a necessidade de uma reforma no pensamento que enfrenta a realidade da violência, um desafio que passa pela educação para a vida.
A busca por soluções para a violência deve transcender a mera punição e focar em abordagens mais humanas e eficazes.



