Segundo a OMS, a cada quatro segundos uma pessoa comete suicídio; especialista explica como iniciar busca de apoio
A cada ano, cerca de 800 mil pessoas tiram suas próprias vidas, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Panamericana da Saúde. Em 2016, o suicídio foi a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, superando doenças como malária e câncer de mama. Apesar do tabu que ainda cerca o assunto, a discussão e a busca por ajuda são cada vez mais necessárias.
Compreendendo os Sinais e Buscando Ajuda
Kelly Grasiane Vedana, doutora em enfermagem psiquiátrica pela USP e líder do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Prevenção e Pós-venção do Suicídio, destaca a importância de buscar ajuda. Sintomas como frustração, dores emocionais intensas e desesperança podem indicar pensamentos de autodestruição. É crucial lembrar que buscar ajuda não é sinal de fraqueza, mas sim um ato de coragem em momentos de turbulência e sofrimento. Crises podem ser oportunidades para mudanças e melhorias, e a ajuda profissional é fundamental.
O Papel do Apoio e a Importância do Acolhimento
Mesmo com boas intenções, nem sempre aqueles próximos à pessoa em sofrimento conseguem oferecer o auxílio adequado. Vedana ressalta a importância de não julgar, mas acolher a dor e o desejo de alívio da pessoa que pensa em suicídio. O objetivo, muitas vezes, é eliminar uma dor insuportável ou escapar de uma situação difícil. Acompanhamento profissional é determinante para salvar vidas. É preciso equilibrar o apoio, evitando tanto o desespero extremo quanto a ausência ou o controle excessivo sobre a vida da pessoa.
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Em Ribeirão Preto, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional e prevenção ao suicídio gratuitamente, 24 horas por dia, pelo telefone 188. Buscar ajuda, seja para quem está sofrendo ou para quem quer ajudar, é um passo fundamental para combater o suicídio e salvar vidas.



