Especialista em bem-estar animal, Gelson Genaro, explica sobre o câncer mais comum em gatos e como tratar; ouça a coluna!
Câncer em Felinos: um alerta para tutores
O carcinoma espinocelular é um tipo de câncer mais comum em gatos, afetando principalmente animais de pelagem clara, como brancos ou amarelados. A doença costuma se manifestar como pequenas feridas no nariz, orelhas ou pálpebras que não cicatrizam. A exposição excessiva ao sol é um fator de risco significativo.
Diagnóstico e Tratamento
A detecção precoce é crucial para o sucesso do tratamento. Se o tutor observar feridas persistentes nessas áreas, deve procurar um veterinário imediatamente. O tratamento pode incluir cirurgia para remoção da área afetada ou criocirurgia, um método mais moderno que utiliza o frio para eliminar as células cancerígenas. Quanto mais cedo o tratamento for iniciado, menores as chances de complicações graves.
Prevenção e Cuidados
Animais com pelagem clara, especialmente gatos com mais de 8 anos, são mais suscetíveis ao carcinoma espinocelular. Proteger os pets da exposição solar intensa, principalmente entre 8h e 16h, é fundamental. O uso de protetor solar em cães pode ser eficaz, mas não em gatos, pois eles costumam lamber o produto. Caso o animal já tenha sido tratado, é importante evitar a exposição solar para prevenir recidivas. A atenção constante e a visita regular ao veterinário são essenciais para a saúde dos animais de estimação.
Leia também
A prevenção e o diagnóstico precoce são as melhores armas contra o carcinoma espinocelular em gatos. A observação cuidadosa e a pronta intervenção veterinária podem garantir a saúde e o bem-estar do animal, evitando consequências mais graves.