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Como deve se comportar a taxa de câmbio até o final de 2025?

Como deve se comportar a taxa de câmbio até o final de 2025?
Taxa de câmbio
Como deve se comportar a taxa de câmbio até o final de 2025?

Como deve se comportar a taxa de câmbio até o final de 2025?

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou uma leve aceleração em setembro, atingindo 0,48%. A energia elétrica continua sendo um dos principais fatores de pressão no orçamento familiar. Em contrapartida, o setor de alimentos e bebidas registrou queda pelo quarto mês consecutivo, atenuando um pouco o impacto no custo da cesta básica.

Câmbio e Inflação: Perspectivas para o Final do Ano

Nelson Rocha Augusto, especialista em economia, analisa o comportamento da taxa de câmbio e sua influência na inflação. Ele observa que, historicamente, este período do ano tende a apresentar maior volatilidade cambial. No entanto, ao contrário do ano anterior, quando houve uma desvalorização expressiva do real, o cenário atual mostra uma taxa de câmbio mais estável, em torno de R$ 5,30 a R$ 5,40.

Rocha Augusto acredita que não haverá uma desvalorização acentuada do real até o final do ano. Ele justifica essa previsão com a desvalorização do dólar em relação a outras moedas, resultado da política econômica implementada nos Estados Unidos, e com a alta taxa de juros no Brasil, que funciona como um amortecedor para a desvalorização da moeda.

Desaceleração Econômica e Impacto na Inflação

O especialista aponta para uma desaceleração da economia brasileira, com queda na atividade e nas vendas do comércio. Essa desaceleração, juntamente com a alta taxa de juros, contribui para uma menor demanda por importações, o que também exerce pressão para manter a taxa de câmbio estável.

Ele destaca a desaceleração inflacionária, com queda nos preços de insumos básicos como petróleo e alimentos. A alimentação no domicílio, que antes apresentava alta de 9% ao ano, atrásra está em torno de 3% e em declínio. A crise do metanol, embora por uma razão negativa, também contribui para a queda da inflação, com a diminuição do consumo em bares e restaurantes.

Cenários para a Inflação em 2024

Rocha Augusto projeta uma inflação controlada para os próximos meses e não vislumbra uma aceleração inflacionária em 2024. Ele estima que o IPCA fechará o ano um pouco abaixo de 4,5% e que, no próximo ano, poderá ficar próximo de 4%, impulsionado pela contração da atividade econômica e pela manutenção de uma taxa de juros elevada.

Juros e Gastos Públicos

Apesar de haver espaço para uma queda mais expressiva dos juros, o especialista ressalta que a postura do governo em relação aos gastos limita essa possibilidade. Ele defende a importância dos gastos sociais, como a isenção de impostos para quem ganha até R$ 5 mil, mas enfatiza a necessidade de cortar gastos em outras áreas, como no judiciário e nas aposentadorias dos militares.

Relações Brasil-EUA: Distensionamento e Perspectivas

Rocha Augusto avalia positivamente a aproximação entre os presidentes Lula e Trump, destacando o distensionamento nas relações entre os dois países. Ele ressalta a importância de uma relação normal entre Brasil e Estados Unidos, a maior economia do mundo, para o benefício de empresas, população e governos.

O cenário inflacionário parece caminhar para uma relativa estabilidade, influenciado por diversos fatores, desde a política cambial até o controle dos gastos públicos. O acompanhamento constante desses indicadores é fundamental para a tomada de decisões econômicas.

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