Doença é passada de mãe, com a sífilis não tratada, para a criança durante a gestação; Ivan Savioli traz mais informações sobre
O que é sífilis congênita?
A sífilis congênita é uma infecção causada pela bactéria Treponema pallidum, transmitida da mãe para o filho durante a gravidez. A mãe adquire a bactéria, geralmente, por meio de relações sexuais, sendo uma infecção sexualmente transmissível (IST). A infecção pode ocorrer antes ou durante a gestação, e sua detecção precoce é crucial para evitar consequências graves para a criança.
Diagnóstico e Tratamento
A sífilis na gestante pode ser diagnosticada por meio de exames laboratoriais simples, realizados durante o pré-natal. A detecção precoce é fundamental, pois a sífilis é tratável com penicilina. O tratamento deve ser indicado pelo ginecologista que acompanha a gravidez. É importante ressaltar a necessidade de um pré-natal adequado para garantir o diagnóstico e tratamento oportuno.
Consequências da Sífilis Congênita
A sífilis congênita, se não tratada, pode levar a consequências graves para a criança, incluindo aborto espontâneo, natimortos e diversas complicações após o nascimento. Cerca de 60% a 90% das crianças infectadas não apresentam sintomas ao nascer, o que dificulta o diagnóstico. Entretanto, sem tratamento, essas crianças podem desenvolver sequelas posteriormente, como problemas de pele, inflamações ósseas, alterações nos exames de sangue e, em casos mais graves, comprometimento do sistema nervoso central, podendo levar a retardo mental. A campanha Outubro Verde, criada pela Sociedade Brasileira de Pediatria, visa alertar sobre a importância da prevenção e do tratamento da sífilis congênita.
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O aumento de casos de sífilis congênita no Brasil e no continente americano, inclusive durante a pandemia, reforça a necessidade de conscientização e acesso ao pré-natal. A detecção e o tratamento eficaz da sífilis na mãe previnem a infecção da criança, garantindo sua saúde e bem-estar.