A troca frequente, banhos com intervalos menores e atenção em relação ao comportamento são boas soluções; ouça no ‘Filhos e Cia’
Assaduras em bebês são um problema comum que preocupa muitos pais. Mas por que os bebês sofrem mais com esse problema do que crianças maiores? Conversamos com o pediatra Dr. Iván Savioli-Clerc para entender melhor esse assunto.
Por que os bebês têm mais assaduras?
Segundo o Dr. Savioli-Clerc, existem três razões principais: a idade (o pico de incidência ocorre entre 9 e 12 meses), a dieta (crianças amamentadas tendem a ter menos assaduras) e a imaturidade do controle dos esfíncteres, que leva ao uso de fraldas e ao contato prolongado de fezes e urina com a pele sensível do bebê. Mesmo com as fraldas descartáveis modernas, esse contato prolongado contribui para o desenvolvimento da dermatite de fraldas, popularmente conhecida como assadura.
Como prevenir e tratar as assaduras
A principal forma de prevenir assaduras é aumentar a frequência das trocas de fraldas. Diarreias aumentam esse risco, exigindo trocas ainda mais frequentes. Para tratar assaduras já instaladas, o Dr. Savioli-Clerc recomenda limpar a região com água (lenços umedecidos sem álcool ou fragrâncias também podem ser usados) e aplicar um emoliente, como o óxido de zinco, para criar uma barreira protetora entre a pele e as fezes/urina. Em casos de assaduras que não melhoram após 48 horas, ou que apresentem sinais de infecção (por fungos ou bactérias), é fundamental procurar um pediatra para avaliação e tratamento adequado. Evite o uso de antifúngicos ou antibióticos sem prescrição médica.
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Assaduras em outras áreas
Assaduras também podem ocorrer em dobras da pele de bebês mais gordinhos, devido ao atrito e suor. O tratamento é semelhante: limpeza e aplicação de óxido de zinco. Se não houver melhora em 48-72 horas, procure um pediatra.
Em resumo, a prevenção e o tratamento eficazes das assaduras envolvem atenção à higiene, trocas frequentes de fraldas e o uso de emolientes como o óxido de zinco. A consulta médica é essencial em casos de piora ou persistência do problema.