Quem analisa e projeta as finanças do país é Nelson Rocha Augusto na coluna ‘CBN Economia’
O governo federal enfrenta dificuldades na gestão do orçamento público, especialmente no fim de ano, período marcado por eleições e planejamento para o próximo ano. De acordo com o economista Nelson Rocha Augusto, a situação é preocupante e gera incertezas para a população.
Orçamento Opaco e Cortes em Setores Essenciais
A gestão orçamentária federal é descrita como ‘giringonsa’ e opaca, com falta de informações relevantes desde setembro. O orçamento secreto apresenta atrasos na liberação de emendas, mesmo para parlamentares da base governista. Houve cortes significativos em áreas como saúde, educação, meio ambiente, cultura e ciência e tecnologia. Programas sociais foram mantidos, devido ao seu apelo eleitoral.
Impactos para a População e Previsões para o Futuro
Essa desorganização orçamentária gera ineficiência, com alguns setores recebendo recursos enquanto outros essenciais sofrem cortes drásticos. A partir de novembro, após as eleições, espera-se uma forte contração de gastos para adequar-se às regras orçamentárias, o que pode resultar em cortes de verbas. As contas para o próximo ano também não fecham, com receitas infladas baseadas em uma expectativa de crescimento econômico otimista em um cenário mundial de recessão. Projeta-se um crescimento econômico baixo para 2024, dificultando a recomposição salarial e o cumprimento de outras despesas represadas.
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Aceleração Inflacionária e Dificuldades Financeiras
A desorganização orçamentária contribuirá para uma aceleração inflacionária, com aumento de preços, especialmente após as eleições. Como exemplo, cita-se a defasagem no preço da gasolina e do óleo diesel, além da alta recente no preço do etanol. A situação não se limita ao governo federal, afetando também governos municipais e estaduais. A população deve se precaver para enfrentar as dificuldades financeiras decorrentes dessa situação.