Comerciantes apontam que a região ficou insustentável para as lojas; Prefeitura negocia com 2ª colocada para continuar o serviço
A paralisação das obras da Avenida Nobe de Julho gerou preocupações entre lojistas e comerciantes da região. A suspensão do contrato entre a prefeitura e a construtora Metropolitana, responsável pela revitalização da avenida e construção de galerias de águas pluviais, foi anunciada ontem.
Prejuízos para o comércio local
O impacto da obra inacabada nas vendas é significativo. Lojistas relatam quedas de até 70% no faturamento. A demora na conclusão do projeto, que deveria estar 40% finalizado, mas apresenta apenas 7% de conclusão, afeta diretamente a sobrevivência de muitos negócios. O valor do contrato firmado entre a prefeitura e a construtora Metropolitana é de R$ 31 milhões.
Divergências sobre o motivo da paralisação
A construtora Metropolitana atribui o atraso à descoberta de uma galeria de água na Rua Marcôndes Salgado, não prevista no projeto inicial. Porém, o secretário de obras, Pedro Pegoraro, refuta essa justificativa, afirmando que a galeria será mantida e não impede a continuação da obra. A prefeitura optou por seguir o projeto original.
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Próximos passos e incertezas
A retomada das obras permanece indefinida. A prefeitura prometeu liberar um trecho da Rua Francisco Junqueira, atualmente interditado, e convidará a segunda empresa classificada na licitação para assumir o projeto, caso aceite. Caso contrário, um novo processo licitatório será necessário, o que acarretará atrasos adicionais. O presidente do Cincovarp, Paulo César Garcielope, afirma que o comitê de acompanhamento das obras é favorável ao rompimento do contrato, devido a atrasos e notificações anteriores. A falta de previsibilidade e comunicação afeta profundamente os comerciantes, que temem perder as vendas de Natal. A situação exige soluções urgentes para minimizar os impactos negativos nos diversos setores econômicos da região, que incluem clínicas, hospitais, escritórios e supermercados.



