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Como foi esse primeiro semestre de 2025 para o agronegócio Brasileiro?

José Carlos de Lima Júnior faz um balanço dos principais acontecimentos dos seis meses iniciais deste ano para o setor
Como foi esse primeiro semestre de
José Carlos de Lima Júnior faz um balanço dos principais acontecimentos dos seis meses iniciais deste ano para o setor

José Carlos de Lima Júnior faz um balanço dos principais acontecimentos dos seis meses iniciais deste ano para o setor

O primeiro semestre de 2024 no agronegócio brasileiro foi marcado por desafios climáticos, Como foi esse primeiro semestre de, econômicos e políticos que impactaram o setor. Um dos principais eventos foi a ocorrência de geadas em algumas regiões do Cerrado e no norte do Paraná, que afetaram especialmente a cultura do café, embora a intensidade tenha sido menor do que o inicialmente temido.

Clima e produção agrícola: O alerta sobre o frio intenso no final de maio e junho foi confirmado, com geadas que causaram preocupação, mas sem comprometer significativamente a safra 2026. Regiões próximas a áreas úmidas foram as mais afetadas.

Economia e mercado: O dólar se estabilizou na faixa de R$ 5,45, influenciando os preços das commodities e as exportações. O setor também enfrenta dificuldades devido ao aumento do custo dos fertilizantes nitrogenados, agravado pelo conflito no Oriente Médio. Muitos produtores anteciparam a compra desses insumos para evitar preços mais altos, mas outros ficaram expostos a custos maiores.

Plano Safra e financiamento: O Plano Safra 2025/2026 foi divulgado no início do segundo semestre, com recursos recordes em valores nominais, especialmente para o Pronaf, que recebeu R$ 78,2 bilhões, um aumento de quase 3% em relação ao ano anterior. No entanto, quando ajustado pela inflação (IPCA acumulado de 5,79% nos últimos 12 meses), o valor real disponível para os produtores diminuiu. O governo também propôs tributar modalidades de financiamento privado como LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) e CRA (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), o que pode encarecer o crédito rural, mas a medida ainda depende de aprovação no Congresso.

Eventos e perspectivas: A Agri Show, evento anual de tecnologia agrícola, destacou a busca por novas tecnologias e maquinários, especialmente para culturas com bons preços, como milho e café. Houve preocupação quanto à formalização dos pedidos de crédito, devido às altas taxas de juros, que atualmente estão em 15% para a Selic.

Para o segundo semestre, a expectativa é de redução do câmbio para patamares próximos a R$ 5,35 a R$ 5,40, além de um possível avanço nas negociações comerciais internacionais, que podem reduzir custos logísticos. A safra do segundo semestre deve ser positiva, especialmente para o setor sucroenergético, impulsionado pelo aumento da mistura de etanol anidro na gasolina de 27% para 30%, o que pode beneficiar produtores e consumidores.

Panorama

Em novembro, um evento em Campinas reunirá profissionais do agronegócio para debater os desafios do setor na macroregião de São Paulo, promovendo análises aprofundadas sobre os diferentes perfis de empreendimentos agrícolas.

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