Confira como funciona a logística de vacinação em São Paulo com a Diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica, Tatiana Lang
Com a ampliação da vacinação contra a Covid-19 para a faixa etária de 50 a 59 anos sem comorbidades em São Paulo, a logística de distribuição de imunizantes ganhou ainda mais importância. Acompanhe os detalhes da operação e os desafios enfrentados.
Distribuição das Vacinas: Um Desafio Logístico
A distribuição das vacinas em São Paulo envolve um complexo processo que começa com a chegada dos imunizantes do governo federal, via aeroporto de Guarulhos ou Butantã. De lá, seguem para o centro de distribuição e logística estadual, e posteriormente para os grupos de vigilância epidemiológica regionais, antes de finalmente alcançarem os municípios. Este processo leva de 24 a 48 horas, no máximo.
A distribuição busca ser uniforme entre os 645 municípios paulistas, embora a entrega tenha sido parcial para a faixa etária de 50 a 59 anos. A complementação das doses depende da chegada de novas remessas do Ministério da Saúde, incluindo as aguardadas vacinas Janssen. Atualmente, a distribuição prioriza as vacinas AstraZeneca, com a expectativa de chegada de doses Pfizer ainda esta semana.
Autonomia Municipal e Estratégias de Vacinação
A gestão da vacinação nos municípios é descentralizada, permitindo que cada cidade adapte a estratégia à sua realidade. Algumas cidades, como Ribeirão Preto, utilizam sistemas de agendamento online, enquanto outras adotam abordagens diferentes. A capital paulista, por exemplo, optou por vacinar a população em grupos menores para evitar aglomerações. Essa flexibilidade permite que cada município otimize a aplicação das doses de acordo com suas necessidades e recursos.
Vacinação contra Gripe e Covid-19: Orientações Importantes
Para quem já tomou ou irá tomar a vacina contra a Covid-19, é importante observar o intervalo de 14 dias entre a aplicação da vacina contra a Covid-19 e a vacina contra a influenza. Também é crucial respeitar o intervalo necessário para a segunda dose das vacinas contra a Covid-19, variando de 28 dias (Coronavac) a três meses (AstraZeneca e Pfizer).
O sistema de distribuição de vacinas em São Paulo demonstra a complexidade da operação, que requer planejamento, coordenação e adaptação às diferentes realidades municipais. A transparência das informações e a agilidade na distribuição são fundamentais para garantir a eficácia da campanha de imunização.



