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Como identificar, de forma precoce, a automutilação infantil?

Psicóloga Danielle Zeoti dá dicas aos familiares; ouça a coluna 'CBN Comportamento'
automutilação infantil
Psicóloga Danielle Zeoti dá dicas aos familiares; ouça a coluna 'CBN Comportamento'

Psicóloga Danielle Zeoti dá dicas aos familiares; ouça a coluna ‘CBN Comportamento’

Sinais de automutilação infantil podem surgir anos antes do início da prática, segundo estudo da Universidade de Cambridge. Pesquisadores identificaram fatores de risco longitudinais, ou seja, fatores que se mantêm ao longo do tempo e que podem ser observados até uma década antes da automutilação.

Fatores de Risco para Automutilação Infantil

Um dos principais fatores é a dificuldade em lidar com as emoções, principalmente a frustração. Crianças com comportamentos reativos (agressividade, mentiras, choro excessivo, isolamento) diante de frustrações demonstram esse risco. Outro fator crucial é a propensão a se colocar em risco fisicamente, como mexer com fogo, cair frequentemente, atravessar a rua sem olhar, entre outros comportamentos perigosos. O uso precoce de álcool e drogas também é um sinal de alerta. A ausência de uma rede de apoio social, com poucos amigos e pouca interação social, também se configura como um fator de risco.

O que Pais e Responsáveis Devem Fazer

Ao perceberem esses sinais, pais e responsáveis devem buscar ajuda profissional imediatamente. A intervenção precoce, com psicólogo ou psiquiatra infantil, é fundamental. O tratamento envolve a família, a criança ou adolescente e, em alguns casos, pode incluir medicação. A parceria com a escola também é importante. A automutilação, muitas vezes feita em locais que podem ser facilmente escondidos (braços, pernas, tórax), pode ser realizada com objetos cortantes como giletes ou apontadores. Queimaduras com palitos de fósforo ou velas também são comuns. É crucial lembrar que a automutilação, se não tratada, pode evoluir para tentativas de suicídio, principalmente a partir dos 16 anos.

A prevenção e intervenção precoce são essenciais para lidar com a automutilação infantil. Identificar os fatores de risco e buscar ajuda profissional são passos cruciais para proteger crianças e adolescentes e garantir seu bem-estar.

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