Cada um tem um grau de assimilação do aprendizado diferente, mas é preciso se atentar a alguns pontos. Confira!
A alfabetização de crianças em idade escolar é um tema que gera muitas dúvidas entre pais e educadores, Como identificar se a criança está, especialmente sobre o tempo esperado para que elas aprendam a ler e escrever. Segundo a psicopedagoga Marília Fraceto, existe uma expectativa de que até o final do terceiro ano do ensino fundamental a criança esteja fluente na leitura e escrita, mas esse prazo pode variar de acordo com o desenvolvimento individual.
Expectativas e desenvolvimento na alfabetização: No primeiro ano, a criança deve ser capaz de reconhecer e escrever o próprio nome, além de decodificar sílabas simples, estabelecendo a correspondência entre letras e sons, mesmo que com algumas trocas comuns nessa fase. A ortografia correta é trabalhada a partir do segundo ano. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), cerca de 40% das crianças não atingem a proficiência básica de leitura e escrita até o terceiro ano, o que pode indicar desde lacunas pedagógicas até transtornos específicos de aprendizagem.
Identificação de dificuldades e importância da triagem
É fundamental realizar uma triagem para diferenciar dificuldades decorrentes de fatores pedagógicos, que podem ser superadas com reforço e apoio familiar, de transtornos de aprendizagem, como o transtorno específico de aprendizagem, que requer acompanhamento especializado. Além disso, é importante verificar questões relacionadas à visão e audição, pois problemas nesses sentidos podem afetar o processo de alfabetização.
Impacto do uso excessivo de telas e estratégias de apoio: O uso excessivo de telas na primeira infância pode prejudicar a atenção e o interesse das crianças, dificultando a aprendizagem da linguagem escrita. Para ajudar no desenvolvimento da alfabetização, os pais e cuidadores devem incentivar a leitura em casa, participar das tarefas escolares, estimular brincadeiras que envolvam escrita e consciência fonológica, como jogos de rimas e parlendas, e utilizar materiais como gibis que combinam linguagem verbal e visual.
Orientações para pais e educadores: A comparação entre o aprendizado de diferentes crianças pode gerar ansiedade e não é recomendada. O ideal é manter contato constante com os professores para entender o progresso individual de cada criança e buscar ajuda especializada quando necessário, evitando que dificuldades iniciais se agravem ao longo dos anos escolares.
Entenda melhor
A consciência fonológica, que envolve a percepção dos sons da fala, é uma habilidade essencial para a alfabetização e pode ser desenvolvida por meio de atividades lúdicas simples, como brincadeiras com nomes e rimas. A atenção a sinais de dificuldades e o acompanhamento precoce são fundamentais para garantir o sucesso no processo de aprendizagem.



