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Como identificar se você está vivendo um relacionamento tóxico?

Maristela Araújo conversa com Juliana Gontijo, psicóloga do MultiSer, sobre o que classifica uma relação como nociva
Como identificar se você está vivendo
Maristela Araújo conversa com Juliana Gontijo, psicóloga do MultiSer, sobre o que classifica uma relação como nociva

Maristela Araújo conversa com Juliana Gontijo, psicóloga do MultiSer, sobre o que classifica uma relação como nociva

O programa Respire e Longevidade, Como identificar se você está vivendo, transmitido pela CBN, abordou o tema dos relacionamentos tóxicos, abusivos e o narcisismo, com a participação da psicóloga Juliana Gontijo, do Centro de Psicoterapia do Dr. Augusto Curi.

Definição de relacionamento tóxico e abusivo

Juliana explicou que um relacionamento tóxico é caracterizado por uma relação mútua em que ambas as partes se agridem emocionalmente, com comportamentos desadaptativos e falta de reciprocidade. Já o relacionamento abusivo envolve um abusador e uma vítima, onde o abusador manipula emocionalmente o outro, configurando uma dinâmica de poder desigual.

Características do narcisismo: O narcisismo foi definido como um transtorno de personalidade que necessita de tratamento, incluindo psicoterapia e, em alguns casos, medicação. Pessoas com essa característica apresentam egocentrismo extremo, acreditam ser o centro do universo e têm dificuldade em reconhecer suas fragilidades. O narcisista pode estar presente em diferentes relações, como familiares, afetivas ou profissionais, e costuma manipular pessoas com baixa autoestima.

Impactos e sinais de relacionamentos abusivos: O programa destacou que a violência psicológica é comum em relacionamentos abusivos e visa diminuir a autoestima da vítima para manter o controle. Exemplos incluem insultos, humilhações e manipulações verbais, que afetam principalmente mulheres, mas também podem atingir homens. A psicóloga ressaltou que a busca pela felicidade no outro, motivada pelo medo da solidão e baixa autoestima, pode levar à permanência em relações prejudiciais.

Como se proteger e buscar ajuda: Juliana enfatizou a importância do autoconhecimento, fortalecimento da autoestima e da autonomia para reconhecer e sair de relacionamentos abusivos. Ela destacou que a construção de uma rede de apoio e o acesso à psicoterapia são fundamentais nesse processo. A psicóloga também alertou sobre a dificuldade de mudança do abusador e a necessidade de a vítima entender seu próprio valor para não aceitar menos do que merece.

Informações adicionais

O programa ressaltou que o narcisismo e os relacionamentos abusivos têm crescido, em parte devido ao individualismo e às redes sociais. A psicóloga recomendou que as pessoas reflitam sobre suas expectativas em relacionamentos e busquem clareza na comunicação com o parceiro. Além disso, destacou que existem diversas formas acessíveis de psicoterapia, incluindo opções online e gratuitas, que podem auxiliar no processo de autoconhecimento e superação.

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