Ouça a coluna ‘CBN Educação Para a Vida’, com João Roberto de Araújo
Um vídeo alarmante circulou nas redes sociais, mostrando um aluno em um acesso de fúria dentro de uma sala de aula. A cena, gravada por um funcionário da escola, revela o menino, aparentemente com seis ou sete anos, em um estado de agitação extrema, danificando o mobiliário e espalhando materiais escolares pelo chão, sem demonstrar receio da presença de adultos.
O Desafio da Convivência e o Preparo dos Educadores
A questão central que emerge desse incidente é: estariam os profissionais da educação devidamente preparados para lidar com situações como essa? A convivência, como aponta o professor João Roberto de Araújo, é um desafio inerente à condição humana, intensificado em ambientes de proximidade constante, como a escola. Relacionamentos diários e contínuos expõem as fragilidades e vulnerabilidades de todos, incluindo educadores e alunos, culminando em momentos de intolerância e conflito.
Conflito e Violência: Uma Análise Profunda
O conflito, definido como um choque de interesses, pode levar a comportamentos violentos ou, por outro lado, promover compreensão e desenvolvimento. No caso em questão, a violência se manifestou em ambas as partes – aluno e educador – revelando um despreparo e uma “cegueira” diante da situação. É crucial reconhecer que, por trás da cena, há tanto um adulto quanto uma criança sofrendo e clamando por ajuda.
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A Urgência da Educação Emocional
Como, então, auxiliar professores e alunos que vivenciam essa realidade desafiadora? A resposta reside na educação emocional. Enquanto os educadores estão bem preparados para lidar com questões cognitivas, a expressão de emoções como raiva, ciúme ou inveja pelos alunos ainda representa um obstáculo. É imperativo que o currículo escolar inclua, de forma regular e permanente, o desenvolvimento da consciência, da autonomia e da regulação emocional, tanto para educadores quanto para educandos.
Diante de eventos como este, torna-se evidente a necessidade de repensar as abordagens pedagógicas, priorizando o desenvolvimento emocional e a capacidade de lidar com conflitos de forma construtiva.



