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Como lidar com o consumo de álcool na adolescência?

Ouça a coluna 'CBN Comportamento', com Daniele Zeotti
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O Carnaval, conhecido por ser um período de excessos e liberação, especialmente no consumo de bebidas alcoólicas, pode se tornar um pesadelo para muitas famílias. A preocupação com o consumo precoce de álcool entre jovens no Brasil é crescente, com potenciais impactos negativos em seus futuros.

A Aceitação Social e Familiar do Álcool

Um dos fatores de risco para a dependência alcoólica na adolescência é a aceitação, tanto familiar quanto social, do consumo de álcool. Muitas vezes, os pais se mostram mais preocupados com o uso de outras substâncias ilícitas, como maconha ou ecstasy, do que com o álcool. Essa permissividade familiar e social contribui para que adolescentes comecem a beber cada vez mais cedo, facilitando o acesso à bebida em festas e encontros sociais.

Facilidade de Acesso e Custo Acessível

A facilidade de acesso e o baixo custo das bebidas alcoólicas no Brasil também são fatores preocupantes. Com inúmeros pontos de venda em cada esquina e preços, por vezes, inferiores aos de refrigerantes, o álcool se torna ainda mais acessível aos jovens. A falta de fiscalização na venda e no consumo em ambientes domésticos agrava ainda mais a situação.

Os Riscos Específicos para as Meninas

Estudos recentes apontam que o álcool é ainda mais prejudicial para as adolescentes, que estão iniciando o consumo mais cedo e em maior quantidade. Devido às diferenças na metabolização do álcool entre os gêneros, as meninas ficam intoxicadas mais rapidamente, aumentando o risco de acidentes e violência, inclusive sexual. Além disso, o consumo de álcool na adolescência aumenta a propensão ao uso de outras drogas.

Orientação e Limites: O Papel dos Pais

Proibir o consumo de álcool não é a única solução. É fundamental que os pais estabeleçam limites claros e consistentes, orientando seus filhos sobre os riscos do consumo precoce e excessivo de álcool. É importante que os pais se mantenham firmes em relação ao consumo de álcool fora de casa antes dos 18 anos, e que estejam atentos ao comportamento dos filhos quando retornam de festas e eventos sociais. Além disso, é essencial que a sociedade como um todo pressione as autoridades para que a fiscalização da venda de álcool para menores seja intensificada, e que a publicidade de bebidas alcoólicas seja controlada.

É crucial que pais e adolescentes reflitam sobre a permissividade em relação ao consumo de álcool, especialmente durante o Carnaval. A conscientização e a informação são ferramentas importantes para promover um amadurecimento precoce e um cuidado maior com a saúde e o bem-estar dos jovens.

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