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Como lidar com o ‘imediatismo’ nos relacionamentos?

Fenômeno é muito comum por conta da dinâmica das redes sociais, que nos trazem 'recompensas' e respostas muito rapidamente
Como lidar com o ‘imediatismo’ nos
Fenômeno é muito comum por conta da dinâmica das redes sociais, que nos trazem 'recompensas' e respostas muito rapidamente

Fenômeno é muito comum por conta da dinâmica das redes sociais, que nos trazem ‘recompensas’ e respostas muito rapidamente

A psicóloga Izeote participou do programa CBN Comportamento para discutir o imediatismo nos relacionamentos afetivos, Como lidar com o ‘imediatismo’ nos, um tema que tem sido frequente em consultório e nas conversas do dia a dia. Segundo ela, o imediatismo é a tendência de buscar satisfação imediata sem considerar as consequências, um comportamento que reflete a cultura atual, na qual se espera sucesso e felicidade instantâneos.

Ela explicou que o imediatismo pode prejudicar a construção de relações sólidas, pois as pessoas querem respostas e garantias imediatas sobre o futuro do relacionamento. Por exemplo, a demora na resposta a mensagens pode ser interpretada como abandono ou rejeição, levando ao término precoce das relações para evitar sofrimento. Essa busca por gratificação rápida pode tornar os relacionamentos superficiais e vulneráveis.

Implicações do imediatismo nos relacionamentos

Izeote destacou que o imediatismo é um dos maiores inimigos das relações afetivas, pois impede o aprofundamento necessário para a estabilidade. Ela ressaltou que as relações se constroem com o tempo, permitindo que as pessoas se conheçam e desenvolvam confiança. A pressão por respostas rápidas e validação constante pode levar a comportamentos como bloqueios nas redes sociais e ausência de diálogo, dificultando a resolução de conflitos.

Relações intensas e instáveis: paralelo com o transtorno borderline: A psicóloga fez um paralelo com características do transtorno de personalidade borderline para ilustrar como algumas pessoas se relacionam de forma intensa, instável e impulsiva, buscando gratificação imediata e reagindo mal às frustrações. Ela esclareceu que não se trata de diagnóstico, mas de um padrão de comportamento que pode ser prejudicial, incluindo idealização do parceiro, reações agressivas ou isolamento emocional.

O papel do tempo e da aceitação das imperfeições: Izeote citou o psicanalista Lacan para explicar que somos seres constituídos por faltas e que o reconhecimento dessas imperfeições é fundamental para a maturidade emocional. Nos relacionamentos, as pessoas tendem a esconder suas falhas para parecerem perfeitas, o que dificulta a construção de vínculos verdadeiros. Amar, segundo Lacan, é “dar o que não se tem a quem não quer receber”, ou seja, aceitar as próprias faltas e as do outro, o que só é possível com o tempo e a paciência.

Informações adicionais

A psicóloga reforçou que a construção de relações saudáveis exige tempo, paciência e a disposição para lidar com as imperfeições próprias e do parceiro. Ela alertou que a cultura do imediatismo pode levar a relações frágeis e ao sofrimento, mas que é possível mudar esse padrão valorizando o tempo e a maturidade emocional.

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