David Forli Inocente destaca que o verdadeiro “vilão” não é a carteira de trabalho, mas sim o ambiente que o emprego proporciona
Geração Z demonstra resistência ao trabalho formal com carteira assinada
Nas redes sociais, tem ganhado destaque um movimento entre jovens da geração Z que rejeitam o emprego formal com carteira de trabalho assinada, preferindo atuar como pessoa jurídica (PJ) ou em trabalhos informais. Essa tendência tem sido interpretada como uma fuga do modelo tradicional de emprego, associando a carteira assinada a uma limitação profissional e insucesso.
Distribuição equilibrada entre trabalhadores formais e informais no Brasil
Dados recentes indicam que o Brasil possui quase o mesmo número de trabalhadores informais (39,3 milhões) e formais (39,6 milhões), o que demonstra que a escolha entre trabalho com carteira assinada e outras formas de contratação é um fenômeno amplo e não restrito a um grupo específico.
Salário emocional é prioridade para a geração Z
Uma pesquisa da Deloitte de 2025 revelou que 89% dos jovens da geração Z valorizam mais o salário emocional do que a remuneração financeira. O salário emocional envolve aspectos como reconhecimento individualizado, flexibilidade, respeito e diálogo no ambiente de trabalho, além da possibilidade de desenvolvimento pessoal e profissional.
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Desafios para as empresas na retenção de jovens talentos
Especialistas destacam que o principal desafio para as organizações é oferecer um ambiente de trabalho que atenda às expectativas dessa geração, que busca propósito, flexibilidade e um relacionamento transparente com a empresa. É fundamental que as organizações entendam as aspirações dos jovens para manter seu engajamento e criatividade, mesmo que alguns colaboradores tenham planos de curto prazo.
Entenda melhor
O fenômeno da rejeição da carteira assinada pela geração Z não se trata de aversão ao trabalho, mas sim de uma demanda por condições mais flexíveis e valorização emocional no emprego. As empresas que conseguirem adaptar seu ambiente para oferecer esses elementos estarão mais preparadas para atrair e reter esses profissionais, que já representam cerca de 27% da força de trabalho atual e devem ultrapassar 30% até 2030.