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Como lidar com os questionamentos padrões da sociedade?

Ouça a coluna 'CBN Comportamento', com Danielle Zeotti
Questionamentos padrões sociedade
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Ouça a coluna ‘CBN Comportamento’, com Danielle Zeotti

A sociedade frequentemente exerce pressão sobre os indivíduos para que se encaixem em modelos considerados ‘padrões’. Essa cobrança se manifesta de diversas formas, desde questionamentos sobre quando um relacionamento sério evoluirá para o casamento, até a insistente pergunta sobre a chegada dos filhos. Para mulheres acima dos 30 anos, essa pressão se intensifica, devido à percepção de uma suposta diminuição nas chances de gravidez. E, mesmo após o nascimento do primeiro filho, a sociedade já indaga sobre a vinda do segundo.

A Insatisfação Perpétua e a Busca por Respostas Objetivas

Essa constante cobrança social levanta questionamentos sobre a necessidade de respostas objetivas para questões tão pessoais. Por que a sociedade parece nunca estar satisfeita? Por que é tão difícil aceitar escolhas que fogem aos padrões estabelecidos? Um casal que opta por não se casar ou não ter filhos, por exemplo, muitas vezes se vê obrigado a justificar suas decisões, mesmo que estas estejam intrinsecamente ligadas à sua intimidade.

O Inferno São os Outros? Uma Perspectiva Filosófica

O filósofo Nietzsche já dizia que ‘o inferno são os outros’, referindo-se à influência que a opinião alheia pode exercer sobre nossas vidas. Essa cobrança constante sobre quando casar, ter filhos, formar-se, emagrecer ou sair da casa dos pais gera uma expectativa incessante. No entanto, Freud complementa essa visão, argumentando que o verdadeiro inferno reside na forma como interpretamos as ações dos outros. Ou seja, a chave está em não se deixar aprisionar pelas expectativas alheias e em se manter seguro de suas próprias escolhas.

A Felicidade Individual e a Quebra de Padrões

A busca incessante por um ideal de felicidade absoluta, imposto pela sociedade, muitas vezes nos leva a seguir regras pré-estabelecidas, como ser um bom profissional, casar, ter filhos e construir a ‘família margarina’. No entanto, a verdadeira felicidade reside na individualidade, naquilo que nos faz genuinamente felizes. Não é necessário corresponder a um padrão para encontrar a satisfação pessoal. Ao perseguir um padrão imposto, corremos o risco de viver em constante insatisfação, pois esse padrão é, por natureza, difícil de ser alcançado.

Buscar a felicidade dentro de si, estar convicto das próprias escolhas e satisfeito com o que se pode fazer são os caminhos para uma vida mais plena e autêntica. Como Lacan, discípulo de Freud, afirmou, ‘o homem é um ser faltante’. Sempre haverá uma insatisfação inerente à condição humana, e saber lidar com ela é o primeiro passo para a felicidade.

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