Cana-de-açúcar é um dos itens que mais pode sofrer; ouça a coluna ‘CBN Agronegócio’ com José Carlos de Lima Júnior
O excesso de chuvas no verão brasileiro está impactando o agronegócio, com reflexos em preços e produção agrícola. De acordo com José Carlos de Lima Junior, especialista em agronegócio, a atuação forte do fenômeno La Niña tem causado temperaturas mais baixas e chuvas acima da média, situação que deve se estender até março.
Impactos na produção agrícola
O excesso de umidade prejudica as plantações, aumentando a incidência de fungos e doenças. Com a diminuição da produção, os preços tendem a subir. A falta de sol também afeta a produção de cana-de-açúcar, reduzindo a quantidade de sacarose e, consequentemente, o ATR (açúcar total recuperável).
Degradação ambiental e a evapotranspiração
A degradação do solo, com a remoção da vegetação, intensifica a evapotranspiração, processo que aumenta a perda de água do solo. Isso torna o solo mais árido e menos produtivo, causando prejuízos a longo prazo. A conscientização sobre a importância da preservação do solo ainda é um desafio.
Leia também
Cenário para a cana-de-açúcar
As chuvas em excesso podem reduzir a produção de açúcar na próxima safra de cana-de-açúcar. A falta de sol e o excesso de água impedem a conversão da sacarose em açúcar. A expectativa é de menor ATR e, consequentemente, aumento de preços.
A situação climática atípica, com chuvas intensas em diversas regiões, demonstra a necessidade de adaptação e planejamento no agronegócio para lidar com os desafios impostos pelas mudanças climáticas. A preservação do solo e a adoção de práticas sustentáveis são fundamentais para garantir a produtividade e a rentabilidade a longo prazo.