Ouça a coluna ‘CBN Sustentabilidade’, com Carlos Alencastre
A questão da sustentabilidade urbana passa, inevitavelmente, pelo planejamento e organização dos espaços nas cidades. Em Ribeirão Preto, um tema recorrente nesse contexto é o futuro do Aeroporto Leite Lopes e sua integração ao desenvolvimento da cidade.
A História do Planejamento Aeroportuário em Ribeirão Preto
O debate sobre a ampliação e internacionalização do Aeroporto Leite Lopes não é recente. Há anos, discute-se a necessidade de expandir o aeroporto, realizar desapropriações e transformá-lo em um terminal internacional de cargas e passageiros. Essa discussão é crucial para a economia local e para o planejamento urbano da cidade.
Já em 1945, o engenheiro José Oliveira Reis, no plano diretor da época, previu a importância de preservar a área ao redor do então aeroclube Leite Lopes para futuras expansões. Essa visão estratégica visava garantir que o aeroporto pudesse receber aeronaves de grande porte, impulsionando o desenvolvimento sustentável da cidade.
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Internacionalização e a Realidade do Mercado
Embora o Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (DAESP) afirme que o Leite Lopes está habilitado para operações de carga internacional há mais de uma década, a concretização da internacionalização enfrenta desafios. A demanda de passageiros é um fator determinante, sendo necessário um fluxo suficiente para justificar voos diretos de Ribeirão Preto para destinos internacionais, como Miami.
Lições de Investimentos Mal Planejados
Experiências internacionais e nacionais alertam para os riscos de investimentos aeroportuários mal planejados. Aeroportos construídos com altos custos, mas sem demanda ou planejamento adequado, tornam-se “elefantes brancos”, consumindo recursos públicos sem gerar os benefícios esperados. É fundamental que as decisões sobre investimentos no Aeroporto Leite Lopes sejam baseadas em critérios técnicos, superando interesses pessoais, eleitorais ou políticos.
O futuro do Aeroporto Leite Lopes é um tema de grande importância para Ribeirão Preto. A resolução desse problema, com o uso eficiente de recursos públicos, é essencial para o desenvolvimento sustentável da cidade.



