Ouça a coluna ‘CBN Economia’, com Nelson Rocha Augusto
Aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados, a PEC 241, que estabelece um limite para o teto de gastos públicos, tem gerado discussões e expectativas sobre seus impactos na economia brasileira. O economista Nelson Rocha Augusto, em entrevista à Rádio CBN, esclareceu os principais pontos e benefícios da medida.
O que muda com a PEC 241?
Segundo o economista, a PEC 241 resgata a possibilidade de um horizonte de longo prazo para a economia, ao determinar um limite máximo para os gastos, corrigido pela inflação do ano anterior, por um período de 20 anos. Essa medida impõe uma responsabilidade na gestão fiscal, similar à que famílias e empresas já praticam, onde não se pode gastar mais do que se recebe.
Impactos nos gastos com saúde e educação
Nelson Rocha Augusto desmistificou a ideia de que a PEC impede o aumento de gastos em áreas como saúde e educação. Ele explicou que a medida estabelece um limite máximo global, e a eficiência na gestão dos recursos públicos pode liberar verbas para esses setores. Reduzindo gastos em áreas como previdência de funcionários públicos ou no sistema judiciário (que, segundo o economista, tem um custo desproporcional em relação ao PIB), o governo pode direcionar mais recursos para áreas prioritárias.
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Inflação, juros e o futuro da economia
A PEC 241, de acordo com o economista, contribui para a previsibilidade das finanças públicas, melhora as expectativas do mercado e pode levar à redução da dívida interna e das taxas de juros. Além disso, auxilia no combate à inflação, garantindo que, com a retomada do crescimento econômico, não haja uma pressão inflacionária. Nelson Rocha Augusto ressaltou que a aprovação de outras medidas, como a reforma da previdência e a melhoria da eficiência tributária, são cruciais para acelerar o crescimento do país.
A aprovação da PEC 241 representa um passo importante para a estabilidade econômica, criando condições para um crescimento sustentável e sem inflação no futuro.