Bruno Silva reforça a importância de estratégias mais incisivas para combater o problema; ouça o ‘De Olho na Política’
Uma audiência pública na Câmara Municipal de Ribeirão Preto reacendeu o debate sobre a violência no transporte coletivo da cidade. Autoridades, representantes de conselhos, polícia, sindicato dos motoristas e usuários se reuniram para discutir episódios recentes: somente neste ano foram contabilizados mais de 70 ataques a ônibus, além das práticas conhecidas como “rabeira” e acidentes relacionados a essa conduta.
Dados e principais preocupações
Relatos apresentados durante a sessão apontaram que a prática de “rabeira” — quando pessoas se seguram na parte externa dos veículos — continua a provocar risco a passageiros, motoristas e pedestres. Nos últimos dez anos, foram registradas quatro mortes associadas a essa modalidade de risco, segundo participantes da audiência. O sindicato dos motoristas destacou que muitas ocorrências acontecem em pontos recorrentes, informações que, afirmam, já são do conhecimento das forças de segurança.
Responsabilidade coletiva e falhas na punição
Especialistas ouvidos criticaram a cultura de descompromisso com o patrimônio público e com a segurança coletiva. Segundo representantes, a sensação de impunidade alimenta a destruição de equipamentos e a adoção de posturas perigosas no trânsito. Foi ressaltada a necessidade de clareza nas responsabilidades e de aplicação de penalidades efetivas para inibir atos de vandalismo e comportamentos que colocam vidas em risco.
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Tecnologia e medidas práticas para fiscalização
Como soluções urgentes, participantes indicaram o uso intensivo de tecnologia. Sistemas de câmeras inteligentes e monitoramento em tempo real podem identificar autores de depredação e comportamentos perigosos sem a necessidade de presença física imediata de agentes. A empresa de transporte municipal informou ter instalado botões de emergência em parte da frota, ferramenta que permite ao motorista alertar autoridades sobre incidentes em andamento. A combinação entre vigilância eletrônica, resposta rápida e ação punitiva foi apontada como caminho para reduzir a recorrência dos episódios.
A audiência reforçou a importância da participação popular e do diálogo entre poder público, segurança e operadores do transporte para desenhar diretrizes que enfrentem a violência nos ônibus. O encaminhamento atrásra é aprimorar a fiscalização e articular medidas preventivas que protejam usuários e trabalhadores do sistema.