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Como os números do mercado de trabalho, PIB e eleições nos EUA afetam o Brasil?

Nelson Rocha Augusto analisa como esses dados influenciam a realidade econômica brasileira na coluna 'CBN Economia'
Como os números do mercado de
Nelson Rocha Augusto analisa como esses dados influenciam a realidade econômica brasileira na coluna 'CBN Economia'

Nelson Rocha Augusto analisa como esses dados influenciam a realidade econômica brasileira na coluna ‘CBN Economia’

O mercado de trabalho brasileiro apresentou crescimento significativo em 2023. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), Como os números do mercado de, foram criados 248 mil novos postos de trabalho em setembro, totalizando mais de 1,5 milhão de novos empregos no ano. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE, indicou uma taxa de desemprego de 6,4% em setembro, ligeiramente abaixo da expectativa de 6,5%. Atualmente, o Brasil registra um recorde histórico com 103 milhões de pessoas ocupadas, superando a marca de 100 milhões alcançada recentemente.

Contexto do mercado de trabalho nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, o mercado de trabalho também apresenta sinais de estabilidade, embora com características diferentes das brasileiras. A expectativa para o relatório Payroll, a ser divulgado em breve, é de um leve arrefecimento na criação de empregos. O país está em situação de pleno emprego há algum tempo, e, segundo relatórios do Federal Reserve, a oferta de mão de obra está adequada na maioria dos setores, com exceção da área de tecnologia. Essa situação contribui para que o mercado não esteja tão tensionado a ponto de gerar pressões inflacionárias significativas.

Desempenho econômico e inflação nos EUA: O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos do terceiro trimestre superou as expectativas, trazendo notícias positivas para a economia. Um dado relevante divulgado foi a queda do deflator implícito do PIB, que mede a inflação interna, situando-se em 2,1%, próximo à meta oficial de 2%. Essa redução indica um controle mais efetivo da inflação no país.

Impactos das eleições americanas e perspectivas para o Brasil: As eleições presidenciais nos Estados Unidos, cujo resultado final deve ser conhecido após a próxima terça-feira, podem influenciar diretamente o cenário econômico global e brasileiro. Caso Donald Trump seja reeleito, há previsão de aumento das barreiras comerciais, especialmente contra produtos chineses, o que pode pressionar os preços e a inflação, além de uma possível deportação em larga escala de imigrantes ilegais, afetando a oferta de mão de obra e os salários. Por outro lado, a candidatura de Kamala Harris apresenta uma postura menos agressiva em relação à imigração e ao comércio exterior, o que pode resultar em menor pressão inflacionária.

Essas diferenças impactam diretamente a taxa de câmbio e a política monetária brasileira. Uma valorização do dólar decorrente de juros americanos mais altos pode dificultar o controle da inflação no Brasil e influenciar a decisão do Banco Central de manter ou elevar a taxa básica de juros nas próximas reuniões. Atualmente, a expectativa é de que o Banco Central realize aumentos sutis na Selic devido à pressão inflacionária persistente.

Panorama

A economia brasileira encontra-se em um momento favorável, com crescimento do PIB projetado acima de 3% para 2023, inflação controlada na faixa de 4,3% a 4,4% e pleno emprego. O desempenho positivo está associado ao aumento da geração de empregos e ao crescimento da arrecadação. No entanto, o cenário internacional, especialmente o resultado das eleições americanas e as políticas econômicas adotadas, será determinante para a continuidade desse desempenho em 2024. Ajustes fiscais internos também são fundamentais para manter a trajetória de crescimento.

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