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Como pais em divórcio devem se portar para não passar nenhum ‘trauma’ às crianças?

Quem analisa essas relações é a psicóloga Danielle Zeoti na coluna 'CBN Comportamento'
divórcio pais e filhos
Quem analisa essas relações é a psicóloga Danielle Zeoti na coluna 'CBN Comportamento'

Quem analisa essas relações é a psicóloga Danielle Zeoti na coluna ‘CBN Comportamento’

O divórcio é um processo delicado, especialmente quando há filhos envolvidos. A taxa de divórcios aumentou significativamente no Brasil, principalmente após a pandemia, atingindo um aumento de até 37%, segundo dados recentes. Muitas vezes, o ambiente familiar torna-se insustentável para os adultos, e o divórcio se apresenta como a melhor solução, mesmo que com consequências para as crianças.

Os Filhos como Moeda de Troca

Um grande erro cometido durante o divórcio é usar os filhos como moeda de troca em disputas judiciais, envolvendo-os em questões de patrimônio, guarda, visitação e pensão alimentícia. A prioridade deve ser sempre o bem-estar da criança, e não os interesses pessoais dos pais. Em vez de discutir sobre quem ficará com a criança em determinado final de semana, os pais devem se perguntar: ‘O que é melhor para meu filho?’

Comunicação e Priorização da Criança

A comunicação aberta e honesta com os filhos é fundamental. Explicar a situação de forma adequada à idade da criança, assegurando-a de que o amor dos pais permanece, é crucial. Crianças maiores de seis ou sete anos podem ser ouvidas e suas opiniões consideradas. É importante enfatizar que as brigas são entre os adultos e que as crianças não devem se sentir responsáveis por elas. A alienação parental, ato de um dos pais destruir a imagem do outro perante o filho, é crime e deve ser evitado.

Lidando com a Recusa das Crianças

Adolescentes, em especial, podem manifestar a recusa em ficar com um dos pais em determinados momentos, buscando preservar sua rotina e espaço pessoal. Nesses casos, a pressão não é a solução. O diálogo e a compreensão são essenciais. Em vez de forçar a situação, os pais devem buscar alternativas para manter o vínculo com seus filhos, como um passeio ou um jantar.

Em suma, o divórcio, quando necessário, não precisa ser traumático para os filhos. Priorizando a criança, mantendo a comunicação aberta e honesta, e evitando a alienação parental, é possível minimizar os impactos negativos da separação. O foco deve estar sempre no bem-estar emocional e na segurança das crianças, garantindo que elas entendam que o amor dos pais permanece, independentemente da situação.

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