A mestra em linguística Lígia Boareto, explica o uso adequado do pequeno traço na horizontal; ouça a coluna ‘CBN Papo Certo’
Neste artigo, vamos desvendar as regras de hifenização em palavras compostas, utilizando como exemplos as palavras “guarda-roupa”, “roda gigante” e “roda viva”. A discussão se baseia em um trecho de um podcast que aborda a questão da escrita correta dessas palavras, de acordo com a norma culta da língua portuguesa.
Hifenização em Palavras Compostas: A Regra Geral
A maioria das palavras compostas, formadas por dois substantivos, adjetivos, verbos ou numerais, sem preposição entre eles (como “de” ou “a”), mantém o hífen. Exemplos claros são “guarda-roupa”, “roda gigante” e, na maioria das vezes, “roda viva”. A chave está em identificar se a composição resulta em uma única palavra com novo significado, ou se mantém duas palavras com sentidos distintos.
A Palavra “Roda Viva”: Uma Exceção
A palavra “roda viva” apresenta um caso especial. Quando escrita com hífen (“roda-viva”), funciona como uma palavra composta, significando “movimento contínuo” ou, informalmente, “atrapalhação”. Já a forma sem hífen (“roda viva”) indica duas palavras distintas: “roda” (substantivo) e “viva” (adjetivo), que qualifica a roda. Essa distinção é crucial para a escrita correta, dependendo do contexto.
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Conclusão
Portanto, a correta utilização do hífen em palavras compostas depende da análise semântica da união das palavras. Em casos como “guarda-roupa” e “roda gigante”, o hífen é obrigatório. Já “roda viva” exige atenção ao contexto, pois a presença ou ausência do hífen altera significativamente o sentido da expressão. A compreensão dessa regra contribui para uma escrita mais precisa e adequada à norma culta da língua portuguesa.