Ouça a coluna ‘CBN Educação Para a Vida’, com João Roberto de Araújo
O mundo tem testemunhado uma escalada de atos de terror, manifestações de ódio e conflitos religiosos que desafiam a nossa compreensão e segurança. O atentado em Bruxelas, que resultou em 35 mortos e 270 feridos, é um doloroso exemplo dessa realidade. A reabertura do aeroporto, palco da tragédia, simboliza a tentativa da cidade de se reerguer, mas a sensação de vulnerabilidade persiste.
A Natureza Mutável da Guerra
Antigamente, as guerras eram declaradas formalmente, com territórios e datas definidos. Hoje, enfrentamos uma guerra obscura, sem fronteiras claras ou previsibilidade. Ela se esconde em nosso cotidiano: no caminho para o trabalho, no restaurante familiar, no prédio onde moramos. Essa imprevisibilidade gera um medo constante, uma ansiedade que se soma às perdas físicas dos atentados.
O Paradoxo da Segurança e o Aumento do Medo
Paradoxalmente, o aumento das medidas de segurança não elimina o medo. A presença de exércitos e policiais nas ruas não garante a sensação de segurança desejada. A ameaça de terroristas suicidas paira sobre nós, mesmo em locais seguros como Paris. Diante desse cenário, a coragem se torna uma virtude essencial para enfrentar o medo e manter a vida ativa.
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A Luta Ideológica e a Necessidade de Lideranças Sábias
A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, descreveu a situação como uma guerra ideológica, um confronto de valores e modos de vida. Assim como no Brasil, onde enfrentamos desafios políticos e econômicos, a França sofre com essa ameaça constante. É crucial que as lideranças sejam sensíveis, com uma visão ampla e dispostas ao diálogo para encontrar soluções que atendam às necessidades de todos, combatendo o radicalismo e promovendo a sabedoria que conecta os interesses do todo com os das partes.
É imperativo que busquemos a resiliência e a união para superar este momento desafiador.



