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Como se prevenir do tempo seco e dessa fumaça e poeira no ar?

Crianças são as mais prejudicadas com esta condição; quem traz dicas é a infectologista pediátrica Sílvia Fonseca
Como se prevenir do tempo seco
Crianças são as mais prejudicadas com esta condição; quem traz dicas é a infectologista pediátrica Sílvia Fonseca

Crianças são as mais prejudicadas com esta condição; quem traz dicas é a infectologista pediátrica Sílvia Fonseca

Na região, a situação das queimadas tem causado um impacto significativo na qualidade do ar, Como se prevenir do tempo seco e dessa fumaça e poeira no ar?, afetando especialmente as crianças. Muitas vezes, o que parece ser neblina pela manhã é, na verdade, fumaça proveniente dos incêndios, trazendo riscos à saúde infantil. A médica pediatra Silva Fonseca alerta para os problemas respiratórios e a importância da hidratação nesse contexto.

Impactos da fumaça na saúde das crianças

Segundo a pediatra, as crianças são particularmente vulneráveis à poluição causada pela fumaça das queimadas. Muitas delas podem apresentar condições como bronquite e asma, que, embora sejam comuns na infância e possam melhorar com o tempo, são agravadas pela exposição contínua aos poluentes presentes no ar. A falta de chuvas contribui para a permanência dessa fumaça no ambiente, intensificando a inalação desses agentes nocivos pelas crianças.

Além disso, a médica destaca que as crianças pequenas têm dificuldade para eliminar secreções respiratórias, pois não conseguem tossir ou escarrar adequadamente, o que as torna mais suscetíveis a complicações respiratórias decorrentes da inflamação causada pela fumaça.

Importância da hidratação e sinais de alerta: O calor intenso que acompanha o período das queimadas também representa um risco adicional, pois pode levar à desidratação infantil. Silva Fonseca explica que a desidratação torna as secreções respiratórias mais espessas, dificultando ainda mais a respiração das crianças. Por isso, a hidratação adequada é fundamental.

Para monitorar a hidratação, a pediatra recomenda observar a frequência e a cor da urina das crianças. Em bebês que usam fraldas, a quantidade de urina deve ser suficiente, e em crianças maiores, o xixi deve ser claro e frequente. Urina escura e pouca frequência indicam desidratação.

Outro sinal importante é a moleira do bebê, que pode ficar abaixada em casos de desidratação. A médica reforça que, mesmo sendo pediatra, não trata seus próprios filhos, ressaltando a importância de buscar ajuda médica sempre que houver dúvidas ou sintomas preocupantes.

Quando procurar atendimento médico

Silva Fonseca orienta que, caso a criança apresente dificuldade para respirar, dificuldade para mamar, febre ou sinais de desidratação, é necessário procurar atendimento médico. A febre pode ser um indicativo de infecção ou desidratação, e a falta de urina ou choro excessivo são sinais de alerta importantes.

Ela também alerta que crianças muito pequenas não costumam pedir água ou manifestar sede, assim como idosos, o que torna a observação dos responsáveis ainda mais crucial. Se a criança passar o dia sem ir ao banheiro ou apresentar qualquer dificuldade respiratória, é fundamental buscar avaliação médica para evitar complicações.

Entenda melhor

Queimadas aumentam a concentração de poluentes no ar, agravando problemas respiratórios, especialmente em crianças. A hidratação adequada ajuda a manter as vias respiratórias menos inflamadas e facilita a eliminação de secreções. Sinais como urina escura, moleira abaixada, febre e dificuldade para respirar devem ser observados com atenção e, em caso de dúvida, o atendimento médico deve ser procurado imediatamente.

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