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Como se proteger para evitar a varíola dos macacos?

Pesquisador da Fiocruz, Rodrigo Stabeli, explica mais detalhes sobre a doença que já teve nove casos na região
varíola dos macacos
Pesquisador da Fiocruz, Rodrigo Stabeli, explica mais detalhes sobre a doença que já teve nove casos na região

Pesquisador da Fiocruz, Rodrigo Stabeli, explica mais detalhes sobre a doença que já teve nove casos na região

O Brasil já registra aproximadamente mil casos confirmados de varíola dos macacos, afetando crianças, adolescentes e até gestantes. Somente na região de Ribeirão Preto, nove casos foram confirmados: sete em Ribeirão Preto e dois em Sertãozinho. Especialistas alertam que este número pode representar apenas a ponta do iceberg.

Grupos de Risco e Transmissão

Segundo Rodrigo Stabili, pesquisador da Fiocruz, embora o maior grupo de risco seja o de homens que fazem sexo com homens, a varíola dos macacos não deve ser estigmatizada. A transmissão ocorre pelo contato com secreções e objetos contaminados, sendo também possível a transmissão comunitária, onde a origem da infecção é desconhecida. A doença já foi detectada em crianças e adolescentes sem contato com o grupo de maior risco, reforçando a necessidade de medidas preventivas para toda a população.

Sintomas e Tratamento

Os principais sintomas incluem exantemas (bolhas na pele), febre, calafrios, dor lombar, mal-estar, dor abdominal e inchaço dos gânglios linfáticos. O período de incubação varia de 7 a 17 dias, com transmissão iniciando 2 a 3 dias após o aparecimento dos sintomas. O tratamento é paliativo, focando no alívio dos sintomas. Um antiviral, o tecovirimat, estará disponível a partir de setembro para pessoas imunocomprometidas e profissionais de saúde que lidam diretamente com o vírus. A vacinação dos profissionais de saúde também começará em setembro.

A prevenção envolve manter o distanciamento físico e procurar uma unidade básica de saúde ao apresentar sintomas suspeitos. É crucial evitar a estigmatização, lembrando que qualquer pessoa pode contrair o vírus. A transmissão não se limita ao contato sexual; abraços, por exemplo, podem transmitir a doença. A conscientização e a adoção de medidas preventivas são fundamentais para controlar a disseminação da varíola dos macacos, principalmente considerando que ainda estamos enfrentando a pandemia de Covid-19.

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