Quem traz as orientações é o advogado Leandro Gomes de Paula na coluna ‘CBN Vida e Aposentadoria’
Ficar desempregado já é difícil, e com a pandemia, a situação se agravou. Muitos buscam a informalidade ou bicos, o que impacta diretamente na contribuição ao INSS.
Contribuição ao INSS: um seguro essencial
Manter as contribuições ao INSS, mesmo desempregado, garante a proteção social. O INSS é um seguro, e apenas quem contribui tem direito aos benefícios, principalmente os de risco (antigos auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, atrásra benefícios por incapacidade temporária e permanente).
Quem pode e deve contribuir?
Há contribuintes obrigatórios (empregados e profissionais liberais) e facultativos. Embora facultativos possam optar por não contribuir, a recomendação é manter o recolhimento para acesso aos benefícios do INSS quando necessário. Para quem está desempregado, a contribuição é feita como segurado facultativo.
Leia também
Contribuição para quem está desempregado
Desempregados podem contribuir como segurados facultativos, utilizando carnês do INSS, gerando guias pelo site da Receita Federal ou aplicativo do banco. Há três alíquotas: 5% (para baixa renda, com comprovação e cadastro no CadÚnico), 11% (para aposentadoria por idade com salário mínimo) e 20% (para aposentadoria por tempo de contribuição, com possibilidade de aposentadoria antecipada). A escolha depende do planejamento e valor desejado de aposentadoria.
Quem deixa de contribuir não perde o que já foi pago, mas pode perder acesso a benefícios de risco. Existe um período de graça (até três anos após cessadas as contribuições) que garante alguns direitos, como o auxílio-doença. Cada caso é único, por isso, é crucial manter as contribuições. Caso tenha parado de contribuir e se encontra incapacitado, procure auxílio para verificar seus direitos.