Ouça a coluna ‘CBN Comportamento’, com Daniele Zeotti
Em um mundo cada vez mais polarizado, equilibrar nossas ações e discursos com o politicamente correto se tornou um desafio constante. A busca pela perfeição em nossas atitudes pode gerar ansiedade e até mesmo limitar a liberdade de expressão. Mas como encontrar o ponto de equilíbrio entre a correção e a autenticidade?
A Influência dos Pais no Comportamento dos Filhos
Segundo a psicóloga Daniela Zeote, as crianças aprendem muito mais observando o comportamento dos pais do que ouvindo seus discursos. É fundamental que os pais sejam exemplos de atitudes que desejam ver em seus filhos, mas sem a pressão de serem perfeitos o tempo todo. Afinal, somos seres humanos contraditórios e sujeitos a erros.
A Importância da Honestidade e da Autenticidade
Em vez de proibir certos comportamentos e criar regras rígidas, é mais eficaz ensinar aos filhos que é possível errar, se corrigir e aprender com os próprios erros. Admitir falhas e mostrar que estamos tentando melhorar é uma forma de ensinar honestidade e autenticidade. O medo de ser espontâneo, tão comum nos dias de hoje, pode ser amenizado se aprendermos a lidar com nossas imperfeições e a expressar nossas opiniões de forma consciente e respeitosa.
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O Politicamente Correto como um Fardo?
A psicóloga questiona se o politicamente correto não se tornou um fardo opressor, que nos impede de sermos espontâneos e autênticos. A preocupação constante em evitar ofensas pode nos levar a uma autocensura excessiva, limitando nossa liberdade de expressão. É importante lembrar que a ofensa, muitas vezes, é uma questão de interpretação individual e que nem sempre temos a intenção de ofender.
Ensinar as novas gerações a serem honestas, espontâneas e a lidarem com seus erros é um caminho para construir uma sociedade mais tolerante e compreensiva.