CBN Ribeirão investigou a previsão do Executivo para os próximos meses
Prefeitura de Ribeirão Preto enfrenta desafios financeiros no segundo semestre
Situação financeira e repasses
A prefeitura de Ribeirão Preto enfrenta dificuldades financeiras no segundo semestre. Com a arrecadação do IPTU acima de 10%, mas sem recursos extras, a folha de pagamento dos servidores municipais, que já gerou problemas no ano passado, se torna uma preocupação. O secretário da Fazenda, Manoel Gonçalves, afirma que será necessário fazer um “pente fino” nas despesas, com um comitê avaliando todos os gastos e o controle interno verificando a regularidade e urgência dos mesmos. A educação possui recursos próprios, enquanto a saúde, segundo o secretário, terá suas necessidades atendidas pelo prefeito, sem cortes.
Obras e infraestrutura
O secretário de Obras e Infraestrutura, Pedro Luiz Pegoraro, permanece no cargo apesar das críticas. Ele garante que o planejamento para as obras está em andamento, com recursos externos previstos, e que as cobranças da população são naturais e impulsionam a realização das obras. Sobre o programa “tapa-buracos”, foram investidos R$ 1.700.000 em 2016 e R$ 1.000.000.000 a R$ 2.000.000 no primeiro semestre de 2017 (o texto original apresenta uma discrepância numérica neste dado, provavelmente um erro de digitação).
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Transporte público e aumento de tarifa
Outro ponto de preocupação é o aumento da passagem de ônibus. O consórcio responsável pelo transporte público solicitou um aumento de R$ 3,80 para R$ 4,20 (10%), justificando com pendências do consórcio pró-urbano e outros fatores como subsídios e pagamentos pendentes. A Transap irá avaliar a solicitação e apresentar um parecer à prefeitura, que decidirá a margem de aumento permitida. A situação das obras inacabadas também influenciará na decisão. A falta de verba para a limpeza pública também preocupa, com a possibilidade de serviços sendo prejudicados.
A administração municipal se vê diante de um cenário desafiador, buscando equilibrar as necessidades da população com as limitações orçamentárias. O controle de gastos e a busca por recursos externos são estratégias centrais para enfrentar as dificuldades do segundo semestre.



