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Como superar as feridas da infância e ter uma vida adulta sem traumas?

Problema acomete muita gente a psicóloga Danielle Zeoti traz dicas sobre como virar a página; ouça o 'CBN Comportamento'
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Problema acomete muita gente a psicóloga Danielle Zeoti traz dicas sobre como virar a página; ouça o 'CBN Comportamento'

Problema acomete muita gente a psicóloga Danielle Zeoti traz dicas sobre como virar a página; ouça o ‘CBN Comportamento’

As feridas da infância impactam significativamente a vida adulta, afetando relacionamentos, trabalho e bem-estar emocional. A psicóloga Daniela Zeote explica como essas marcas do passado influenciam o presente.

Feridas da Rejeição e do Abandono: Marcas na Vida Adulta

De acordo com Daniela, feridas como rejeição, abandono, traição, humilhação e injustiça, moldam a maneira como nos relacionamos e lidamos com desafios. A rejeição, mesmo que não explícita, pode gerar um medo intenso de ser rejeitado na vida adulta. Adultos com essa ferida podem apresentar comportamentos contraditórios, como rejeitar os outros para evitar a rejeição própria, buscando constantemente validação externa. A baixa autoestima e a insegurança também são características comuns, impactando inclusive o desempenho profissional, onde o medo da demissão pode levar à autossabotagem.

A ferida do abandono, por sua vez, pode resultar em relacionamentos desleais e desiguais, com a pessoa aceitando migalhas afetivas por medo da solidão. A dependência emocional e a submissão são frequentes. Em casos opostos, o medo do abandono pode levar ao isolamento, à escolha de relacionamentos fadados ao fracasso ou à busca ativa por abandono para antecipar a dor.

Superando as Feridas: Um Caminho para a Cura

Embora as feridas da infância sejam profundas, a superação é possível. Daniela destaca a importância de resgatar as memórias, entendê-las e perdoar o passado. A ajuda profissional pode ser fundamental nesse processo. O autoconhecimento e a compreensão de que o adulto de hoje não é mais a criança vulnerável do passado são passos cruciais para seguir em frente, protegendo a criança interior e construindo relacionamentos saudáveis.

Compreender as raízes de nossos comportamentos e padrões relacionais é o primeiro passo para construir uma vida adulta mais plena e equilibrada. A jornada de cura requer autocompaixão e, muitas vezes, o apoio de um profissional qualificado, que pode auxiliar na elaboração dessas experiências e na construção de estratégias para lidar com as marcas deixadas pela infância.

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