Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marisa Fernandes
Na madrugada de sábado, a professora Carolina Marlin e sua família viveram momentos de terror quando parte de sua casa desabou. Por sorte, Carolina, seu marido e seus três filhos pequenos não estavam no quarto que foi ao chão, pois haviam percebido rachaduras preocupantes nas paredes e decidiram dormir na sala, pressentindo o perigo iminente.
O Pressentimento e o Desespero
“Às cinco horas da manhã, caiu um pedaço do meu quarto, um tijolo caiu no chão”, relata Carolina, ainda abalada. “Eu levantei e abri as fotos, fui no fundo, quando eu pisei no fundo meu pé afundou. Eu voltei para trás, liguei para o bombeiro para pedir um auxílio sobre o que eu deveria fazer, como eu deveria proceder, se eles poderiam vir até aqui.” A professora acordou o marido e os filhos, retirando-os rapidamente da casa antes que o pior acontecesse.
Alerta Ignorado e Casas Abaladas
Marcos Renato da Silva, pai de Carolina, expressou sua indignação com a construtora responsável por um prédio em construção nos fundos das casas. Segundo ele, a família já havia comunicado sobre as rachaduras e o medo de desabamento. “Várias vezes foram chamados aqui o dono da casa, engenheiro, todos eles foram chamados para mostrar a rachadura que estava vendo na casa. E sempre foi dito: ‘Não se preocupe, não se preocupe, não se preocupe’.” Infelizmente, o alerta foi ignorado, resultando no desastre.
Assistência e Próximos Passos
A Defesa Civil interditou as casas afetadas por tempo indeterminado. Os moradores foram encaminhados para um hotel, enquanto buscam novas moradias. A construtora LPC, responsável pela obra, alega que o problema foi causado por infiltração da água da chuva e afirma estar prestando assistência às famílias.
Apesar do susto e da perda material, a família de Carolina se sente grata por estar ilesa. A tragédia serve como um alerta sobre a importância de se atentar aos sinais de perigo e de cobrar responsabilidade das empresas envolvidas em construções.



