Do tipo arábica são 38 milhões, já o conilon são 20 milhões; superintendente da Cocapec projeta a safra
A safra de café de 2023 começou mais tarde que o habitual, mas as perspectivas são positivas, apesar dos impactos climáticos do ano passado. Segundo especialistas, a produção deve superar a de 2021.
Previsões de Safra
A Conab projeta uma produção total de café arábica e conilon de 158 milhões de sacas, com 38 milhões de sacas de arábica. Embora maior que em 2021 (18% a mais), esse número representa 27% a menos que a safra de dois anos atrás. A safra em regiões como o sul de Minas Gerais, parte do Cerrado e São Paulo, deve começar em junho.
Impactos Climáticos e Preços
Eventos climáticos, como geadas e estiagens, afetaram significativamente a produção, principalmente no sul do país. O impacto foi sentido principalmente durante a floração, em outubro. O aumento dos preços do café nos últimos 12 meses é resultado dessas intempéries, chegando a dobrar em alguns casos. A variação na renda dos produtores pode chegar a 30%, 40% ou até 50%, dependendo da região.
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Mercado Internacional e Consumo
O mercado internacional, impactado pela guerra entre Rússia e Ucrânia, também influencia os preços do café. Embora o consumo de café tenha se mostrado relativamente inelástico a aumentos de preços, mudanças no consumo fora do lar (restaurantes, etc.) e a adaptação dos consumidores a blends mais baratos são observadas. O café também é visto como um ativo, sujeito às flutuações do mercado financeiro.
Em resumo, a safra de café apresenta um cenário complexo, com boas perspectivas de produção, mas ainda sob a influência de fatores climáticos adversos e da instabilidade do mercado internacional. A adaptação dos produtores e o comportamento do consumidor serão cruciais para definir o sucesso da safra.



