Ouça a coluna ‘CBN Comportamento’, com Danielle Zeoti
A erotização infantil e juvenil tem gerado debates e preocupações, especialmente quando o assunto surge no ambiente escolar. Recentemente, um caso específico em uma escola da Serra chamou a atenção, levantando questões importantes sobre o tema.
O que é erotização e por que ela preocupa?
A sexualidade faz parte do desenvolvimento humano, mas a erotização precoce, especialmente em crianças e pré-adolescentes, pode ser motivo de preocupação. Isso porque ela antecipa fases e pode trazer informações distorcidas sobre o tema. É crucial diferenciar sexualidade, que é natural desde a infância, de erotização, que é mais característica da adolescência e vida adulta.
Como abordar o tema com os filhos?
Falar sobre sexo com os filhos deve ser algo natural e contínuo, desde cedo. Se você ainda não começou, talvez já esteja um pouco atrasado, pois a informação chega por diversas fontes: escola, amigos, internet. Use os momentos cotidianos, como assistir a um filme ou preparar um lanche, para iniciar conversas sobre o assunto de forma leve e sem tabus. Se as perguntas não surgem, procure criar oportunidades para abordar o tema, pois o silêncio pode levar a informações equivocadas.
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O papel da escola e a linguagem adequada
A escola tem um papel importante na orientação sexual, mas é fundamental que a abordagem seja feita de forma adequada à linguagem e à experiência dos adolescentes. Imposições e rigidez podem gerar resistência. É mais eficaz usar histórias e exemplos que abordem o amor, o envolvimento e o cuidado com a saúde, contextualizando as informações sobre métodos contraceptivos e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.
É importante que pais e educadores estejam abertos ao diálogo, buscando informações e, se necessário, ajuda profissional para abordar o tema da sexualidade de forma clara e responsável.