Prédio foi sede do clube por 81 anos, que operará apenas na unidade de campo; Recra terá até 26 de setembro para sair do lugar
A região da Avenida Nove de Julho, em Ribeirão Preto, que já foi uma das mais valorizadas da cidade, sofreu com as obras e atrasos na construção da avenida, impactando negativamente o comércio e o valor dos imóveis. Porém, uma nova esperança surge com a compra do prédio da Sociedade Recreativa Nove de Julho (Recra) pelo Sesc.
A compra do prédio pela Sesc
A Justiça confirmou a compra do prédio da Recra pelo Sesc por R$ 44 milhões. Para sócios da Recra, como o engenheiro Marcelo Curic, sócio desde o nascimento, restam lembranças de festas e eventos realizados no clube, que já foi considerado um dos melhores do Brasil. A aquisição encerra um longo período de dificuldades, marcado por dívidas trabalhistas e processos judiciais que se arrastavam há 10 anos.
Revitalização da região
O Sesc tem até 7 de atrássto para efetuar o pagamento e a Recra até 26 de setembro para retirar seus equipamentos. Após isso, o Sesc iniciará um estudo para a ocupação do espaço de 17 mil metros quadrados, um aumento considerável em relação aos 7 mil metros quadrados da atual sede do Sesc. Mauro César Genssen, gerente do Sesc Ribeirão Preto, afirma que os sócios da Recra serão acolhidos e o espaço será aberto à população, revitalizando a região. A expectativa é de que o investimento do Sesc impulsione a revitalização da área, que sofreu desvalorização devido aos problemas na construção da avenida.
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Expectativas futuras
Antônio Marcos de Melo, diretor do Cresce (Conselho de Corretores de Imóveis), acredita que a compra do prédio pelo Sesc trará um novo ânimo para a região. A expectativa é que o investimento atraia novos negócios e que o poder público tome medidas para completar a revitalização da Avenida Nove de Julho, devolvendo à região o seu antigo esplendor. O prédio da Recra foi avaliado em mais de R$ 65 milhões, e o valor pago pelo Sesc representa quase 70% desse valor.



