Período deve movimentar R$ 5 bilhões e 300 milhões em todo o país apesar da alta de até 29% no preço dos ovos
A Páscoa está chegando e, com ela, a corrida contra o tempo para garantir os ovos de chocolate. Este ano, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (ABECS), a movimentação financeira relacionada à data deve atingir cerca de R$ 5,3 bilhões, um aumento de quase 27% em comparação ao ano anterior.
Preços em alta
Em Ribeirão Preto, no entanto, a alegria da Páscoa pode ser um pouco menos doce. Uma pesquisa do Instituto de Economia Maurílio Biage da Cirp aponta que os preços dos ovos de Páscoa estão até 29% mais caros. O economista e professor do Senac, Tiago Gama de Nunes, explica que esse aumento está atrelado à alta no preço do cacau, principal matéria-prima do chocolate, devido a problemas nas regiões produtoras da África Ocidental e à sazonalidade.
Estratégias de mercado
Para lidar com a alta dos custos, os fabricantes estão adotando diferentes estratégias. Algumas empresas estão reduzindo o tamanho dos ovos, mantendo o preço, enquanto outras estão alterando as receitas, utilizando menos chocolate ou substituindo-o por ingredientes como chocolate branco. Há também a prática de parcelamento em diversas vezes, o que pode facilitar a compra, mas exige atenção ao orçamento. A compra online, apesar da praticidade, não garante preços mais baixos; pesquisas comparativas são essenciais.
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Dicas para o consumidor
Considerando a alta generalizada de preços, que afeta não só os ovos de Páscoa, mas também outros produtos sazonais como bacalhau e azeite, a recomendação é pesquisar bastante antes de comprar. Comparar preços em diferentes estabelecimentos, tanto físicos quanto online, avaliar a relação custo-benefício e considerar alternativas como barras de chocolate, são medidas importantes para garantir uma Páscoa saborosa sem comprometer o orçamento familiar. A variação de preços entre estabelecimentos pode ser significativa, com diferenças superiores a 100% em alguns casos, conforme aponta pesquisa do Procon.



