Uma pesquisa inédita da Serasa revelou que o hábito de comprar pela internet cresce conforme aumentam o poder de compra e o acesso ao crédito dos consumidores. Segundo o levantamento, famílias de todas as faixas de renda já utilizam o comércio digital, impulsionadas pela praticidade e pela rotina cada vez mais acelerada. Alimentos, roupas, utensílios domésticos e até itens para datas comemorativas estão entre os produtos mais adquiridos online.
Apesar da expansão do e-commerce, parte dos consumidores ainda prefere o comércio físico, principalmente quando sente a necessidade de tocar no produto, comparar materiais ou escolher cores e tecidos. A sensação de segurança e a possibilidade de avaliação presencial continuam sendo fatores decisivos para muitos compradores.
Renda influencia frequência de compras e forma de pagamento
Os dados da Serasa mostram diferenças claras no comportamento de consumo conforme a capacidade de compra. Entre pessoas com renda mensal de até R$ 2 mil, 73% realizam compras online, mas menos de 40% utilizam o cartão de crédito. Já no grupo com renda entre R$ 2 mil e R$ 4 mil, 88% compram pela internet, com 70% usando o cartão como principal meio de pagamento.
No topo da pirâmide, entre consumidores com capacidade de compra acima de R$ 4 mil, quase 96% fazem compras online, e mais de 89% utilizam o cartão de crédito com frequência. Para especialistas, o cartão se tornou um facilitador importante do consumo, mas exige atenção para evitar o endividamento.
Crédito facilita, mas exige cautela no consumo
O especialista em finanças Caio Katayama alerta que o uso do crédito acompanha a renda disponível, mas precisa ser controlado. Segundo ele, quanto maior for a capacidade financeira, maior também o limite de crédito oferecido, o que amplia as possibilidades de compra tanto no comércio digital quanto no presencial. Ainda assim, a recomendação é manter os gastos alinhados ao orçamento para evitar problemas financeiros.
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Além do consumo, o ambiente digital também se tornou fonte de renda para criadores de conteúdo que atuam como afiliados, divulgando produtos em plataformas confiáveis. A orientação, nesses casos, é verificar a reputação das lojas, desconfiar de descontos muito elevados e buscar referências em canais como o Reclame Aqui antes de finalizar a compra.



