Ivan Savioli Ferraz fala sobre os sintomas e orienta os pais na coluna ‘Filhos e Cia’
A síndrome mão-pé-boca é uma doença viral comum, principalmente em crianças abaixo de cinco anos, mas que também pode afetar crianças maiores e adultos. Causada por vírus como o Coxsackie A16 e o Enterovírus 71, manifesta-se com sintomas característicos.
Sintomas da Síndrome Mão-Pé-Boca
Os sintomas incluem febre baixa, que geralmente precede o aparecimento de pequenas lesões na forma de bolhas (tamanho de um grão de arroz) nas mãos, pés e boca. Essas lesões, ao romperem, causam dor na garganta, levando a criança a recusar alimentos. Embora mais raras, as lesões podem aparecer em outras áreas como cotovelos, nádegas e joelhos. A desidratação é a principal complicação, devido à recusa de alimentos e líquidos pela criança. Complicações mais graves, como meningite, encefalite e miocardite, são extremamente raras.
Transmissão e Prevenção
A síndrome mão-pé-boca é altamente contagiosa, sendo transmitida por gotículas respiratórias e fezes. A transmissão pode ocorrer dias antes do aparecimento dos sintomas visíveis. A higiene das mãos é crucial, especialmente após o contato com fraldas de crianças. Embora a transmissão pelo toque nas lesões seja possível, é menos comum. Surtos em creches e escolas são frequentes devido à alta transmissibilidade.
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Tratamento e Recomendações
Não existe vacina ou tratamento específico. O tratamento é sintomático, focando na hidratação da criança com líquidos, preferencialmente frios para aliviar a dor de garganta. Medicamentos antivirais são usados apenas em casos graves, que são extremamente raros. Ao apresentar sintomas, procure um pediatra para diagnóstico. O isolamento da criança em casa e a manutenção da higiene são medidas importantes. A doença é geralmente autolimitada e benigna, não havendo motivos para desespero.