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Comunidade médica internacional demonstra preocupação com risco de uma possível ‘guerra nuclear’

Fernando Nobre fala da apreensão gerada pelo acirramento das tensões entre nações; simulações passam de 100 milhões de mortos
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Fernando Nobre fala da apreensão gerada pelo acirramento das tensões entre nações; simulações passam de 100 milhões de mortos

Fernando Nobre fala da apreensão gerada pelo acirramento das tensões entre nações; simulações passam de 100 milhões de mortos

O Dr. Fernando Nobre, em sua coluna CBN Saúde, alerta para a urgência em prevenir doenças cardiovasculares, responsáveis por milhares de mortes anualmente devido a fatores como tabagismo, obesidade e sedentarismo. Porém, o foco se amplia para um perigo ainda maior: a ameaça nuclear.

Ameaça Nuclear: Um Risco Global para a Saúde

Em atrássto de 2023, um editorial do renomado British Medical Journal, assinado pelo Dr. Karan Abassi, destacou a necessidade de os profissionais de saúde se posicionarem contra a ameaça nuclear. O Relógio do Juízo Final, em janeiro de 2023, marcou 90 segundos para a meia-noite, indicando um risco crescente de guerra nuclear, uma preocupação reforçada pelas tensões entre países com armas nucleares. O editorial lembra o alerta do secretário-geral da ONU há 10 anos sobre o perigo nuclear, não visto desde a Guerra Fria.

Consequências Catastróficas de uma Guerra Nuclear

O texto destaca as projeções alarmantes: 500 mil mortes por infarto no Brasil em 2023, número que se torna insignificante diante do potencial de uma guerra nuclear. O uso de apenas 250 das 13 mil armas nucleares existentes poderia matar instantaneamente 120 milhões de pessoas e afetar 2 bilhões, quase um terço da humanidade. Um conflito entre EUA e Rússia resultaria em 200 milhões de mortes imediatas e um inverno nuclear que dizimaria bilhões. A prevenção de qualquer uso de armas nucleares é, portanto, uma prioridade urgente de saúde pública.

Ação Urgente e o Papel dos Profissionais de Saúde

O editorial lembra o sucesso de ações semelhantes na década de 1980, onde esforços de profissionais de saúde contribuíram para o fim da corrida armamentista na Guerra Fria, culminando no Prêmio Nobel da Paz de 1985. Organizações médicas internacionais devem se mobilizar novamente, apresentando evidências científicas sobre as consequências catastróficas para a saúde e o meio ambiente. O apelo final é para o fim da ameaça nuclear, por meio de negociações urgentes entre os países detentores de armas nucleares, priorizando o respeito às pessoas acima dos interesses financeiros das nações. A prevenção de doenças e a busca por uma boa qualidade de vida continuam essenciais, mas a ameaça nuclear exige uma ação global imediata.

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