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CONANDA quer proibir propaganda direcionada a crianças e adolescentes

Ouça a coluna 'CBN Multimídia', com Edmo Bernardes
propaganda direcionada crianças adolescentes
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A proposta de uma nova resolução do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente), que visa restringir a publicidade direcionada ao público infantojuvenil, tem gerado debates acalorados. Um estudo encomendado por empresas do setor estima um impacto negativo de R$33 bilhões na produção de conteúdo infantil, com potencial para levar ao fechamento de 700 mil postos de trabalho. Mas, será que o cenário é realmente tão alarmante?

O Avanço Ético e a Arrecadação Governamental

É inegável que avanços significativos já foram alcançados em relação à ética na publicidade infantil. Abusos que eram comuns no passado foram atenuados. No entanto, é preciso considerar que o governo é um dos principais interessados nessa discussão, pois qualquer restrição à propaganda infantil, ou mesmo a certos brinquedos, impacta diretamente a arrecadação de impostos. A proibição, segundo estimativas, poderia gerar uma perda equivalente ao orçamento anual do programa Bolsa Família.

Proibição vs. Estudo e Compreensão

No Brasil, existe uma tendência a optar pela proibição em vez de buscar um entendimento mais profundo das questões. Um exemplo positivo é a proibição do merchandising em programas infantis. A prática de apresentadores ou membros da equipe promoverem produtos diretamente para as crianças foi eliminada, o que foi bem recebido pelo mercado, especialmente no que diz respeito a alimentos infantis com alto potencial de consumo excessivo e prejudicial.

O Poder de Persuasão e a Saúde Infantil

Crianças possuem um grande poder de persuasão sobre os pais, o que levanta a questão de como proteger esse público da influência da publicidade. O merchandising, por exemplo, era particularmente eficaz em induzir o consumo. Ao proibir essa prática, o mercado busca alternativas, mas elimina-se uma forma de publicidade mais agressiva e potencialmente prejudicial. É importante acompanhar com atenção as medidas tomadas pelo governo federal, considerando os diversos interesses envolvidos, mas sempre priorizando a saúde e bem-estar das crianças.

É crucial equilibrar a proteção da infância com os interesses econômicos envolvidos, buscando soluções que promovam um ambiente mais saudável e consciente para o desenvolvimento das novas gerações.

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