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Concessionárias questionam lei que obriga retirada das cancelas em pedágios de SP

Medida visa evitar acidentes nas cabines de cobranças automáticas; determinação passou a valer nesta quarta-feira (20)
cancelas pedágios SP
Medida visa evitar acidentes nas cabines de cobranças automáticas; determinação passou a valer nesta quarta-feira (20)

Medida visa evitar acidentes nas cabines de cobranças automáticas; determinação passou a valer nesta quarta-feira (20)

Fim das cancelas nos pedágios paulistas gera polêmica e insegurança

Mudança repentina e impactos no trânsito

A retirada das cancelas das praças de pedágio em rodovias paulistas, determinada por lei estadual e em vigor desde ontem, causou surpresa e gerou debates acalorados. A medida, justificada por questões de segurança e melhoria do fluxo de veículos, elimina a barreira física tradicional, obrigando os motoristas a redobrar a atenção. Usuários do sistema automático Sem Parar, por exemplo, devem estar cientes de que a ausência de cancelas implica em maior responsabilidade, uma vez que a passagem sem crédito configura infração de evasão de pedágio, sujeita a multa de R$ 195,23 e perda de cinco pontos na carteira.

Opiniões divergentes sobre a eficácia da medida

Entrevistados demonstram opiniões divergentes. Enquanto alguns motoristas, como o entregador Anderson Pandolfo Francischini, veem a mudança como positiva para o fluxo do trânsito, outros, como o técnico de informática Vitor Hugo dos Santos, mostram-se céticos quanto à sua real efetividade. Há preocupações com a possibilidade de aumento de infrações, principalmente considerando a esperteza de alguns motoristas em burlar o sistema. A questão do atendimento aos usuários que pagam em dinheiro também é levantada, com relatos de filas e atrasos pela manhã.

Preocupações com segurança e ações judiciais

A Associação Brasileira de Concessionárias manifestou preocupação com o aumento potencial de acidentes, propondo uma ação direta de inconstitucionalidade contra a lei. A Artesp, agência reguladora do transporte em São Paulo, orienta que as concessionárias disponibilizarão funcionários para auxiliar os motoristas em caso de problemas, como falhas no sistema de leitura eletrônica. Um advogado especialista em trânsito, Ademar Padrão, defende que a medida deveria ter sido precedida de estudos e testes, considerando-se uma questão mais operacional do que legal. A velocidade máxima permitida nas praças continua sendo de 40 km/h, e a fiscalização de evasão de pedágio fica a cargo da Polícia Militar Rodoviária.

A nova realidade nos pedágios paulistas traz desafios e incertezas. A fiscalização, o atendimento aos motoristas e a segurança nas praças serão pontos cruciais a serem observados nos próximos dias e semanas. Acompanharemos os desdobramentos dessa polêmica mudança e seus impactos no dia a dia dos usuários das rodovias.

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