Daniela Lemos conversa com o autor sobre sua nova fase que trata sobre a hostilidade do ambiente urbano e de realizações
A jornalista Daniela Lemos entrevista o escritor, professor e poeta Tadeu Marcato sobre seu novo livro, “Concreto Armado ou a Iminente Liberdade dos Pardais”.
A Aspereza do Concreto e a Liberdade dos Pardais
O livro utiliza a imagem do concreto armado como metáfora da frieza e aspereza da vida urbana contemporânea, contrastando-a com a liberdade dos pardais que persistem nesse ambiente hostil. A obra aborda temas como a desigualdade social, a pandemia e suas consequências, a dependência química e a angústia do isolamento.
Poesia como Ato de Rebeldia
Marcato discute a poesia como um ato de rebeldia contra o tempo e as obrigações cotidianas, um espaço de liberdade criativa. Ele destaca a importância da construção de uma narrativa através de poemas interligados, que se complementam e formam um todo coerente, em vez de textos isolados.
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Autogestão e o Financiamento Coletivo
A publicação do livro foi feita através de financiamento coletivo, uma forma de autogestão que permite ao autor maior controle sobre o processo criativo e editorial, sem as restrições do mercado editorial tradicional. Marcato destaca a importância da colaboração e da construção de redes de apoio para a produção e divulgação da obra, envolvendo editores, artistas plásticos e outros colaboradores.
A entrevista finaliza com reflexões sobre a arte como um propósito em si mesma, sem a necessidade de uma utilidade imediata, mas sim como uma forma de existência e rebeldia contra as normas e expectativas da sociedade. A experiência de criação e publicação do livro é apresentada como um processo colaborativo e enriquecedor, que envolveu diversos artistas e amigos.



