Apenas três dos 42 réus continuam presos; escândalo de corrupção na Prefeitura de Ribeirão movimentou R$ 45 milhões
Três anos após as primeiras condenações da Operação Sevandija, o maior escândalo de corrupção da história de Ribeirão Preto continua gerando repercussões. O caso envolveu diversos agentes públicos, servidores, empresas e escritórios de advocacia, com mandados de busca e apreensão em locais como o Palácio Rio Branco e a Câmara.
Condenações e Prisões
A ex-prefeita Darci Vera, figura central do esquema que desviou 45 milhões dos cofres públicos, foi condenada a 26 anos de prisão. Apesar de inicialmente presa, atualmente encontra-se em liberdade provisória. Outros envolvidos também foram condenados, com Sandro Rovani, Marco Antônio dos Santos e Wagner Rodrigues permanecendo presos. O promotor Frederico Camargo avalia positivamente o trabalho da operação, destacando o bloqueio de bens e o depósito de mais de 50 milhões de reais nos cofres do município.
Prescrição e Recursos
A questão da prescrição dos crimes é crucial. Devido às penas superiores a 12 anos, a prescrição ocorreria somente após 20 anos da última condenação (2040), exceto para réus com mais de 70 anos, onde o prazo é reduzido pela metade. Maria Zuelili Brandi, com 72 anos, teve seu prazo de prescrição reduzido para 10 anos. A possibilidade de prisão dos réus permanece, mesmo com recursos em andamento, caso cometam novas irregularidades ou tentem obstruir a justiça.
Situação Atual e Implicações
Apesar de alguns réus, como Darci Vera, Marco Antônio dos Santos, Sandro Rovani, Maria Zuelili Brandi e Wagner Rodrigues, negarem envolvimento, as condenações foram mantidas após esgotamento dos recursos. A delação premiada de Wagner Rodrigues foi prejudicada pela omissão de patrimônio. A Operação Sevandija demonstra a complexidade de investigar e julgar casos de corrupção de grande porte, com implicações de longo prazo para a cidade e seus cidadãos.



