Ex-advogado do Sindicato dos Servidores já foi condenado em quatro processos; ele é o único alvo da Sevandija que segue preso
Mais uma condenação elevou a pena do ex-advogado do sindicato dos servidores, Sandro Rovane, para mais de 67 anos de prisão. Esta é a quarta condenação dele na Operação Civandígia.
Quarta Condenação e Acúmulo de Pena
A mais recente condenação de Rovane foi de 27 anos de prisão por fraudes processuais. Anteriormente, ele já havia sido condenado a 14 anos e 8 meses por desvio de honorários, 8 anos e 6 meses em ação envolvendo a Acoderp, e 17 anos por lavagem de dinheiro. A soma das penas resulta em 67 anos e 2 meses de prisão.
Único Preso e Possibilidade de Recursos
Rovane é o único dos mais de 30 condenados na Operação Civandígia que permanece preso. Seu advogado, Leonardo Pontes, afirma que a pena é desproporcional e que a defesa irá recorrer, buscando reverter a condenação e a dosimetria da pena. A defesa argumenta que a lavagem de dinheiro não ficou comprovada. A possibilidade de recursos é vista como uma ferramenta quase obrigatória em casos com penas tão elevadas.
Benefícios e Devolução de Dinheiro
A questão da prisão de Rovane enquanto outros condenados receberam benefícios, como prisão domiciliar, é levantada. A possibilidade de Rovane receber benefícios semelhantes estaria condicionada à devolução de parte do dinheiro desviado, algo que seu advogado discorda. A defesa pretende recorrer também para tentar obter um alvará de soltura, como os demais acusados obtiveram, independentemente da devolução do dinheiro.
O advogado de Rovane considera a última condenação desproporcional e promete recorrer da sentença, alegando falta de comprovação da lavagem de dinheiro. O caso permanece em aberto, com a defesa buscando reduzir a pena ou conseguir a liberdade para o ex-advogado.



