Dos cinco acusados, três estão presos, mas por outros crimes; Dárcy Vera e Maria Zuely Librandi respondem em liberdade
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) aumentou as penas de seis pessoas envolvidas em um esquema de propina na prefeitura de Ribeirão Preto, desvendado pela Operação Sevandígia. A ex-prefeita Darci Vera teve sua condenação elevada de 18 para 26 anos de prisão.
Aumento das Penas
Além de Darci Vera, outras cinco pessoas tiveram suas penas aumentadas. Marco Antônio, ex-chefe da EP, também recebeu 26 anos de prisão. Maria Zuele Librandi, Sandro Rouvani e André Rents, advogados envolvidos, tiveram suas condenações elevadas de 14 para 18 anos. Wagner Rodrigues, que havia fechado um acordo de delação premiada, teve sua pena aumentada de 11 anos em regime aberto para 15 anos em regime fechado. Todos os envolvidos deverão pagar multas.
Reações às Condenações
A defesa de Darci Vera informou que discorda da decisão e irá recorrer. A defesa de André Rents também lamentou o aumento da pena e afirmou que esgotará todos os recursos possíveis. As defesas de Maria Zueli, Sandro Rouvani e Marco Antônio dos Santos ainda não se manifestaram oficialmente ou informaram que analisarão a decisão antes de se pronunciarem. A defesa de Wagner Rodrigues não foi localizada.
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Detalhes do Caso
O Ministério Público apontou que R$ 45 milhões foram desviados dos cofres públicos. Segundo a acusação, os envolvidos fizeram um acordo para dividir o dinheiro, sendo que Darci Vera teria recebido R$ 7 milhões em propina, supostamente para pagar funcionários da prefeitura que tiveram perdas salariais em planos econômicos da década de 90. Marco Antônio dos Santos e Sandro Rouvani já estão presos por outras condenações relacionadas à Operação Sevandígia. Wagner Rodrigues também está preso por ocultação de patrimônio. Darci Vera, embora tenha ficado presa entre maio de 2017 e dezembro de 2022, atualmente encontra-se em liberdade aguardando julgamento no STJ, o que pode levar anos.



