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Condição do ar em Ribeirão sai do ‘moderado’ e entra no índice ‘ruim’

Qualidade é pior do que em cidades com grandes índices de poluição como São Paulo e Cubatão; medição é da Cetesb
Condição do ar em Ribeirão sai
Qualidade é pior do que em cidades com grandes índices de poluição como São Paulo e Cubatão; medição é da Cetesb

Qualidade é pior do que em cidades com grandes índices de poluição como São Paulo e Cubatão; medição é da Cetesb

A qualidade do ar em Ribeirão Preto tem apresentado níveis preocupantes, Condição do ar em Ribeirão sai do ‘moderado’ e entra no índice ‘ruim’, considerados os piores do estado de São Paulo durante a manhã desta terça-feira, conforme medição realizada pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Ctsb). A avaliação foi feita na estação localizada próxima à rodoviária da Vila Tibério, área central da baixada da cidade, dentro do Parque Maurílio Biagi.

Segundo o repórter Samuel Santos, a situação da poluição atmosférica na cidade é resultado, em grande parte, das queimadas que ocorrem na região. A qualidade do ar, que geralmente piora apenas no final de agosto, chegou a níveis ruins antes do esperado neste ano. A medição da Ctsb considera a quantidade de partículas poluentes em suspensão e a umidade relativa do ar, fatores que influenciam diretamente na definição da qualidade do ar.

Impactos na saúde da população: O pneumologista Julio César Bruno explica que a presença de material particulado extrafino na fumaça tóxica pode causar sérios problemas respiratórios e inflamação sistêmica. Essas partículas penetram nas mucosas dos olhos, nariz e sistema respiratório, podendo afetar especialmente pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares pré-existentes.

O especialista alerta que crianças, gestantes, idosos e pessoas com comorbidades, como hipertensão e diabetes, são os grupos mais vulneráveis à exposição à poluição atmosférica. Estudos recentes da Fundação Getúlio Vargas indicam que a poluição aumenta em cerca de 36% a incidência de partos prematuros e reduz em quase 20% o peso dos recém-nascidos em gestantes expostas à fumaça das queimadas.

Recomendações para proteção: Diante da situação, o uso de máscaras de proteção é recomendado, especialmente para quem está em contato próximo com a fumaça das queimadas. O pneumologista destaca que as máscaras comuns, usadas durante a pandemia, não são eficazes para filtrar o material particulado extrafino presente na fumaça. A indicação é o uso da máscara N95, que oferece maior proteção contra essas partículas.

Além disso, é aconselhável evitar exercícios físicos ao ar livre durante períodos de maior poluição e temperaturas elevadas. A hidratação constante também é fundamental para minimizar os efeitos negativos da baixa umidade do ar, que tem registrado níveis extremamente baixos na região.

Fatores climáticos agravantes: A combinação de fatores climáticos tem contribuído para a piora da qualidade do ar em Ribeirão Preto. A umidade relativa do ar está muito baixa, enquanto as temperaturas durante o dia ultrapassam os 30 graus Celsius e à noite caem abaixo de 15 graus. Essa variação térmica, conhecida como inversão térmica, dificulta a dispersão dos poluentes, aumentando a concentração de partículas nocivas no ar.

O pneumologista ressalta que esse conjunto de condições climáticas e ambientais forma um cenário propício para o aumento de doenças respiratórias e outros problemas de saúde relacionados à poluição.

Entenda melhor

Para minimizar os impactos da poluição do ar, é importante que a população evite exposição direta à fumaça, permaneça em ambientes fechados e utilize umidificadores para melhorar a qualidade do ar interno. O acompanhamento das condições atmosféricas por meio de órgãos oficiais, como a Ctsb, pode ajudar na tomada de decisões para proteção da saúde.

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