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Condomínios podem proibir moradores de promoverem atividades comerciais dentro de sua residência?

Márcio Spimpolo fala sobre um caso em que moradora de Maceió foi impedida de produzir bolos em seu apartamento
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Márcio Spimpolo fala sobre um caso em que moradora de Maceió foi impedida de produzir bolos em seu apartamento

Márcio Spimpolo fala sobre um caso em que moradora de Maceió foi impedida de produzir bolos em seu apartamento

A polêmica sobre atividades comerciais em apartamentos voltou à tona em Maceió, Alagoas, e reflete um debate nacional. O caso de uma moradora com deficiência visual e cinco filhos autistas, proibida de vender bolos caseiros em seu apartamento, ilustra a complexidade da questão.

Condomínios e a Proibição do Comércio

De acordo com especialista em direito condominial, a lei proíbe atividades comerciais em condomínios residenciais. A mudança na destinação do imóvel não pode ser determinada pela vontade individual dos moradores. A venda de bolos em grande quantidade, como no caso em questão, configura comércio, atraindo fluxo de pessoas e sobrecarregando a estrutura do condomínio. Questões de segurança, como a necessidade de alvarás, vigilância sanitária e extintores de incêndio, também se tornam relevantes.

Trabalho em Casa x Atividade Comercial

A legislação diferencia trabalho em casa de atividade comercial. Profissionais liberais que trabalham remotamente, sem receber clientes em casa e sem gerar fluxo de pessoas no condomínio, estão amparados pela lei. O uso de internet e telefone particulares também não configura problema. Entretanto, o uso do endereço residencial para fins comerciais, com atendimento a clientes no local, é proibido, pois configura desvio da destinação residencial do imóvel.

Considerações Finais

Embora o caso da moradora maceioense suscite empatia, as regras condominiais e legais devem ser respeitadas. A atividade comercial em apartamentos residenciais, especialmente quando envolve alimentação, exige autorizações e licenças específicas, além de considerar a segurança e o bem-estar de todos os moradores. A situação destaca a necessidade de um equilíbrio entre a solidariedade e o cumprimento das normas, buscando soluções que atendam às necessidades individuais sem comprometer a harmonia condominial.

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