Jornalista Andrielly Ferro bateu um papo com o crítico Marcos de Castro na coluna ‘Cinema’. Ouça!
O ator e crítico de cinema Marcos de Castro, impossibilitado de participar ao vivo, gravou um comentário para a CBN sobre o filme Beco do Pesadelo, concorrente a quatro categorias no Oscar.
Um filme de ambição e violência
Segundo Castro, Beco do Pesadelo acompanha um homem ambicioso e sem escrúpulos que engana pessoas humildes se passando por cartomante e médium. O filme, de forte impacto psicológico e com cenas violentas, teve um lançamento complicado nos cinemas, possivelmente devido à interpretação de Bradley Cooper como um vilão implacável, diferente de seus papéis heroicos anteriores. Apesar da recepção morna do público, o filme recebeu 80% de aprovação no Rotten Tomatoes.
Sucesso após lançamento no streaming
Disponibilizado recentemente no Star+, Beco do Pesadelo tem conquistado mais público. Para Castro, o filme merece o prêmio de Melhor Filme no Oscar, destacando também sua fotografia, figurino e direção de arte. O crítico elogia a atuação de Bradley Cooper, considerando-a soberba e capaz de ofuscar até mesmo Kate Blanchett. A nova edição do livro que inspirou o filme, Deuses das Ilusões Perdidas, também foi relançada, com mais detalhes e suspense que a adaptação cinematográfica.
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Um remake que supera o original?
O crítico também comenta sobre a versão de 1947, Beco do Pesadelo, exibida gratuitamente em um cineclube. Ele considera ambas as versões valiosas, apesar de ter uma predileção pela versão original, pela atmosfera claustrofóbica criada pelo preto e branco. Castro destaca o trabalho de Guillermo del Toro no remake de 2021, considerando-o um tributo ao filme de 1947, e uma obra-prima que supera seus outros trabalhos. A discussão sobre qual versão é melhor permanece em aberto, com ambas oferecendo experiências únicas. O filme de 2021, apesar de ter sido reduzido de quase 3 horas e 15 minutos para 2 horas e 20 minutos, mantém-se dinâmico e envolvente. A adaptação cinematográfica omite algumas cenas de terror psicológico presentes no livro, o que, para Castro, poderia ter enriquecido ainda mais a experiência. Apesar disso, o crítico acredita que Beco do Pesadelo é um forte candidato ao Oscar em diversas categorias, principalmente nas técnicas. A qualidade da fotografia, direção de arte e cenários são pontos altos que merecem reconhecimento.



